A sinalização de apoio do ex-ministro da Economia Paulo Guedes ao senador Flávio Bolsonaro passou a ser interpretada por analistas e investidores como um indicativo de que parte do mercado financeiro busca referências de política econômica capazes de enfrentar o crescente desafio fiscal do Brasil criado pelo governo atual.
Ao afirmar que dará “total apoio” a Flávio Bolsonaro caso o senador vença a eleição presidencial, Guedes recoloca no centro do debate a possibilidade de retomada de uma agenda liberal semelhante à implementada durante o governo de Jair Bolsonaro, que vinha dando muito certo, mesmo diante da maior Pandemia da história mundial.
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A declaração ocorre afirmou durante painel no evento Advance 2026, promovido pela Fami Capital nesta sexta-feira 07 de março de 2026, em São Paulo. em um momento de forte pressão sobre as contas públicas, crescimento da dívida do governo Lula, gastos desenfreados e aumento extremo da percepção de risco fiscal — fatores que têm influenciado decisões de investimento e a precificação de ativos brasileiros.
“Já me perguntaram sobre o Flávio estar na frente, quem eu acho que vai ganhar, e eu respeito os números. Se ele ganhar terá meu total apoio. Mas Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior, todos eles já tiraram fotos juntos, pois a centro-direita estará junta”
Crise fiscal volta ao centro da discussão econômica
O cenário macroeconômico brasileiro tem sido marcado por uma combinação delicada de fatores:
- expansão estrutural dos gastos públicos praticada pelo governo Lula
- dificuldade de avanço de reformas fiscais profundas
- crescimento da dívida pública em relação ao PIB ao exponencial e acelerado
- aumento do prêmio de risco exigido por investidores
Nesse ambiente, parte do mercado busca sinais de compromisso com disciplina fiscal e reformas estruturais, elementos considerados essenciais para estabilizar a trajetória das contas públicas.
A associação entre Flávio Bolsonaro e Paulo Guedes é vista por analistas como tentativa de reconstruir um polo político capaz de defender políticas econômicas voltadas para ajuste fiscal, abertura econômica e maior protagonismo do setor privado.
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“o Brasil estava em caminho de crescimento, mas AGORA a relação dívida/PIB tem se deteriorado. “É um fiscal pandêmico sem pandemia”, diz.
O papel de Paulo Guedes como sinalizador de política econômica
Durante o governo de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes tornou-se o principal formulador da política econômica e ficou associado a um conjunto de reformas estruturais voltadas à modernização institucional da economia brasileira que deram certo.
Entre as iniciativas defendidas por sua equipe estavam:
- privatizações de estatais
- reforma administrativa
- simplificação do sistema tributário
- ampliação de concessões de infraestrutura
- redução da presença estatal em diversos setores econômicos
Embora parte dessas propostas tenha avançado, outras ficaram incompletas ou enfrentaram forte resistência política no Congresso Nacional.
Mesmo assim, Guedes permaneceu como uma das figuras mais reconhecidas no debate econômico brasileiro, especialmente entre investidores que defendem políticas pró-mercado.
Mercado busca previsibilidade e compromisso fiscal
A política econômica de um eventual governo ligado ao bolsonarismo ainda dependeria de diversos fatores — incluindo composição ministerial, base parlamentar e capacidade de articulação política, tudo que Flávio tem demonstrado ter.
No entanto, o apoio público de Paulo Guedes tende a funcionar como sinalizador relevante para agentes econômicos que em 2022 apoiaram e financiaram Lula, pois indica uma possível orientação macroeconômica baseada em:
- controle de gastos públicos
- reformas estruturais
- fortalecimento da responsabilidade fiscal, que o governo Lula não tem
- incentivo ao investimento privado, abandonado no Brasil na gestão Lula
Em momentos de crescente incerteza econômica, a credibilidade de nomes associados à condução de política econômica influencia a percepção de risco do país.
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Flávio Bolsonaro promete seguir a linha econômica liberal
Flávio Bolsonaro tende a construir sua plataforma econômica em torno da continuidade da agenda liberal defendida durante o governo de seu pai.
Esse posicionamento busca dialogar diretamente com setores empresariais e investidores preocupados com o aumento do gasto público de Lula e com a trajetória da dívida brasileira.
Entre os pontos que poderiam integrar essa proposta econômica estão:
- retomada de reformas estruturais
- política fiscal mais rígida
- programas de privatização e concessões
- ambiente regulatório mais previsível
A estratégia também consolida a ideia de que a estabilidade macroeconômica depende de uma agenda de longo prazo voltada à redução do peso fiscal do Estado.
Eleições devem intensificar debate sobre rumo econômico do país
À medida que o ciclo eleitoral se aproxima, o debate sobre qual modelo econômico deve orientar o Brasil tende a se intensificar.
De um lado, economistas e setores do mercado defendem reformas estruturais mais profundas para conter a expansão da dívida pública e aumentar a produtividade da economia.
De outro, pessoas ligadas e beneficiadas pelo governo Lula argumentam que o Estado deve desempenhar papel mais ativo na indução de crescimento econômico e na ampliação de políticas sociais. Algo que sempre beneficia alguns poucos empresários diretamente ligados é este sistema, tendo como um dos maiores exemplos, irmãos Batista, que enriquecem como nunca especificamente nos governos de esquerda.
Nesse cenário, a possível convergência entre Flávio Bolsonaro e Paulo Guedes passa a ser observada como um elemento relevante na disputa sobre como enfrentar a crise fiscal criada no governo atual e restaurar a confiança de investidores na economia brasileira.



