Arcabouço fraco aumentou risco do Brasil. Governo tem ‘aversão a controlar gastos’ e coloca dívida bruta a quase 94% do PIB, diz Goldman Sachs

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O déficit fiscal do setor público consolidado voltou a superar 8% do Produto Interno Bruto (PIB) e deve permanecer nesse patamar nos próximos anos, segundo relatório do Goldman Sachs divulgado após a publicação das estatísticas fiscais pelo Banco Central na última sexta-feira (30).

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O déficit fiscal total alcançou 8,34% do PIB, enquanto o resultado primário consolidado ficou negativo em 0,43% do PIB em 12 meses. Em dezembro, o setor público registrou superávit de R$ 6,3 bilhões, acima do consenso de mercado, mas inferior ao resultado observado no mesmo mês do ano anterior.

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Os analistas do Goldman, chefiados pelo economista Alberto Ramos, afirmam que “uma postura fiscal pró-cíclica e a aversão a controlar gastos comprometeram severamente a credibilidade das metas fiscais”, acrescentando que esse quadro contribuiu para uma economia superaquecida.
Para a instituição, um arcabouço fiscal considerado fraco e pouco confiável elevou os prêmios de risco e dificultou o ancoramento das expectativas de inflação no curto e médio prazos.

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A dívida bruta do governo geral encerrou 2025 em 78,7% do PIB, acima dos 71,7% registrados no fim de 2022, e a tendência, segundo o banco, é de continuidade da alta. Pelo critério do FMI, que inclui títulos na carteira do Banco Central, o indicador chega a 93,4% do PIB.

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O Goldman avalia que o resultado primário deve permanecer deficitário “no futuro previsível” e que a dinâmica da dívida seguirá em trajetória ascendente. Segundo o banco, colocar a dívida em um caminho estrutural de queda exigiria superávits primários acima de 2% do PIB, cenário considerado “altamente improvável no curto prazo”.

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Lucy Costa
Lucy Costa
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