O Brasil ficou em 107º lugar no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025, calculado pela Transparência Internacional, avaliando 182 países. Esta posição repetiu o colocado de 2024 já sob o governo Lula, que já era a pior da série histórica disponível desde 2012.
A pontuação brasileira no IPC foi de 35 pontos em uma escala de 0 a 100 — onde 0 representa maior percepção de corrupção no setor público e 100 indica maior percepção de integridade. A variação de apenas um ponto em relação ao ano anterior entra na faixa de margem de erro estatístico relatada pela ONG, sugerindo estagnação mais do que melhora real.
O que o ranking mede e como é construído
O IPC é um indicador de percepção baseada em fontes externas que capturam visões de especialistas, executivos, consultorias e institutos internacionais sobre corrupção no setor público de cada país. Isso significa que o índice reflete julgamentos e percepções, não uma medição direta de ocorrências de corrupção ou eficácia de instituições investigativas.
As fontes que alimentam o IPC incluem dados de entidades como o Banco Mundial e o Fórum Econômico Mundial, entre outras consultorias e think tanks internacionais, reunidos pela Transparência Internacional para formar uma métrica comparável globalmente.
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Comparação regional e histórico recente
No contexto latino-americano, o Brasil ficou atrás de países como Uruguai (17º), Chile (31º), Colômbia (99º) e Argentina (104º), mas à frente de nações como Equador (116º) e Peru (130º). Entre os últimos colocados globalmente estão Venezuela (180º), Somália (181º) e Sudão do Sul (181º) no ranking de 2025.
Historicamente, o Brasil já ocupou posições muito mais altas no índice; em meados da década de 2010 as pontuações em torno de 40+ pontos colocavam o país em posições significativamente melhores. A manutenção da colocação atual por dois anos consecutivos indica pouca variação no juízo global sobre a percepção de integridade pública entre avaliadores internacionais.
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O gráfico acima elaborado pelo Portal Investidores Brasil, mostra a evolução negativa do Brasil no Índice de Corrupção ao longo do tempo até 2025. Quanto maior pior.
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Mecânica provável por trás da estagnação
Os fatores condicionais que podem contribuir para a manutenção dessa posição incluem:
- percepções persistentes sobre fragilidades institucionais, especialmente em contextos de investigação e responsabilização de agentes públicos;
- amplificação internacional de casos de grande destaque, que podem influenciar as fontes de percepção utilizadas no índice;
- comparativos regionais e setor público amplo, que pressiona a posição relativa entre países com diferentes sistemas de governança e transparência.
Implicações práticas para observadores de mercado e risco institucional
Para leitores com foco em risco político e institucional:
- uma posição estagnada no ranking pode ser tratada como um indicador de percepção de risco soberano que, embora não diretamente causal, pode influenciar agentes econômicos e investidores internacionais em suas análises de risco país;
- estratégias de mitigação e transparência institucional são frequentemente consideradas em ambientes de avaliação de risco, mas o IPC por si só não determina custo de capital ou rating soberano;
- leituras conjunturais de percepção devem ser combinadas com dados objetivos de efetividade de instituições de controle e de investigação.
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Fonte principal: Detalhes metodológicos sobre IPC e construção de percepção internacional (Transparency.org)



