O JPMorgan Chase reportou lucro de US$ 13 bilhões no quarto trimestre de 2025, queda em relação ao mesmo período do ano anterior, devido a um efeito extraordinário ligado ao acordo com o Goldman Sachs para assumir a parceria do cartão de crédito da Apple. Excluindo esse impacto, o lucro ajustado teria sido de US$ 14,7 bilhões, impulsionado pelas operações de trading.
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O JPMorgan Chase, maior banco dos Estados Unidos, divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2025. O lucro líquido foi de US$ 13 bilhões (US$ 4,63 por ação), abaixo dos US$ 14 bilhões (US$ 4,81 por ação) registrados no mesmo período de 2024.
A queda foi atribuída a um efeito extraordinário relacionado ao acordo firmado com o Goldman Sachs, que transferiu ao JPMorgan a parceria de cartão de crédito da Apple. Esse ajuste contábil impactou diretamente o balanço do trimestre.
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Lucro ajustado e desempenho operacional
- Lucro ajustado: sem considerar o efeito extraordinário, o banco teria registrado US$ 14,7 bilhões (US$ 5,23 por ação).
- Trading: as operações de mercado impulsionaram os resultados, com receita de mercados crescendo 17%.
- Divisão de renda fixa: alta de 7%.
- Segmento de ações: crescimento de 25%.
- O desempenho mostra a força das áreas de negociação e investimentos, mesmo diante de ajustes contábeis pontuais.
Declarações de Jamie Dimon
O CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, destacou que:
- A economia dos EUA segue resiliente, apesar de sinais de desaceleração no mercado de trabalho.
- Consumidores continuam gastando, e as empresas permanecem saudáveis.
- O banco mantém foco em gestão de riscos e expansão de negócios, mesmo em um cenário de incertezas.
Impactos e perspectivas
- O acordo com a Apple Card reforça a posição do JPMorgan no setor de cartões de crédito e serviços financeiros digitais.
- Apesar da queda pontual no lucro, o banco mostra robustez operacional, com crescimento expressivo em áreas estratégicas.
- Para investidores, o resultado sinaliza que o JPMorgan está preparado para absorver ajustes extraordinários sem comprometer sua lucratividade de longo prazo.
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O balanço do JPMorgan no quarto trimestre de 2025 evidencia como eventos extraordinários podem afetar resultados contábeis, mas também mostra a força estrutural do banco. Com lucro ajustado em alta e operações de mercado em expansão, a instituição reforça sua posição como líder global. O acordo envolvendo o Apple Card marca um passo estratégico para ampliar sua presença em serviços digitais, enquanto o discurso de Jamie Dimon transmite confiança na resiliência da economia americana e na capacidade do banco de entregar valor aos acionistas.

