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segunda-feira, junho 24, 2019

Certificado de Operações Estruturadas Pode Melhorar Rentabilidade de Investimentos

Certificado de Operações Estruturadas Pode Melhorar Rentabilidade de Investimentos
Certificado de Operações Estruturadas Pode Melhorar Rentabilidade de Investimentos

Certificado de Operações Estruturadas Pode Melhorar Rentabilidade de Investimentos

Quando o assunto é investimento o desejo de todo investidor é  encontrar uma aplicação que permitisse obter altos retornos com baixo risco. Apesar de soar como algo utópico, os Certificados de Operações Estruturadas (COE) podem oferecer algo próximo a isto.

 O Coe é uma possibilidade de investir em qualquer ativo, sem correr o risco do investimento perder valor. Pode-se investir na bolsa americana, comprar commodities, moeda estrangeira ou até em ações da bolsa brasileira. Ele pode ter exposição a variação cambial, pode ser seguro, pode ser alavancado, as opções são muitas.

O investimento pode ser entendido como um pacote que comporta diferentes aplicações, de renda fixa e variável, para alcançar um objetivo, como a proteção contra a alta do dólar ou da inflação, por exemplo.

Este tipo de investimento permite alcançar retornos mais agressivos, característicos da renda variável, mas com a segurança de que o valor investido não será perdido, traço mais comum à renda fixa. Em contrapartida a blindagem contra perdas, o COE  não garante que o investidor terá ganhos, como ocorreria em um investimento em um Certificado de Depósito Bancário (CDB) ou título público, por exemplo.

Estratégia

O COE é considerado por muitos como uma das estruturas mais versáteis da bolsa de valores. Sendo assim, é comum  realizar este investimento baseado em emissores confiáveis. Para escolher um COE você poderá contratar o produto por qualquer banco ou corretora, mas confira antes o emissor da operação. Todo o seu risco está nele. Se ele quebrar, ou se ele for incapaz, você perde a proteção da operação como um todo.

Por essa razão ele é mais indicado como um ingrediente adicional à sua carteira de investimentos. O COE pode ser a cereja do bolo do portfólio. Ao investir 10% dos recursos no COE, por exemplo, se a estratégia não for bem-sucedida, o investidor recebe o dinheiro de volta e só perde o custo de oportunidade. Mas, se der certo, o retorno pode ser bem interessante. O custo de oportunidade seria o “preço” que o investidor pagaria ao deixar de ganhar dinheiro com outras aplicações que gerariam retornos maiores no mesmo período.

Vantagens

A principal vantagem do COE é permitir ao investidor o acesso a um produto com estratégias sofisticadas de aplicação, mas que conta com a praticidade de vir montado como um único instrumento.  Oferece ao investidor pessoa física a possibilidade de acessar o mercado de câmbio ou aplicar em ações estrangeiras, como na Apple, ou no índice S&P 500, que seriam aplicações mais complicadas para o investidor acessar por conta própria.

E a segunda maior vantagem é a possibilidade de definição do risco ao qual o investidor se sujeitará. “Os bancos fazem o processo de ‘suitability’ [análise da adequação do produto ao perfil do cliente] para ver qual COE combina mais com o perfil de risco do cliente.

Tributação

Ao unir diferentes investimentos em um produto só, o COE também conta com a vantagem de ter uma tributação única, feita pela tabela regressiva do Imposto de Renda, na qual o imposto diminui conforme aumenta o prazo de investimento. Outro destaque do investimento é que não é cobrada nenhuma taxa. Assim como nos CDBs, o banco ganha com as operações ao captar os recursos dos clientes e oferecer uma remuneração menor do que aquela cobrada nos seus empréstimos. Em outras palavras, o banco ganha com o “spread”, que é a diferença entre os juros recebidos nos empréstimos e os juros pagos nos investimentos.