Certificado de Operações Estruturadas Pode Melhorar Rentabilidade de Investimentos

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Certificado de Operações Estruturadas Pode Melhorar Rentabilidade de Investimentos
Certificado de Operações Estruturadas Pode Melhorar Rentabilidade de Investimentos

Certificado de Operações Estruturadas Pode Melhorar Rentabilidade de Investimentos

Quando o assunto é investimento o desejo de todo investidor é  encontrar uma aplicação que permitisse obter altos retornos com baixo risco. Apesar de soar como algo utópico, os Certificados de Operações Estruturadas (COE) podem oferecer algo próximo a isto.

 O Coe é uma possibilidade de investir em qualquer ativo, sem correr o risco do investimento perder valor. Pode-se investir na bolsa americana, comprar commodities, moeda estrangeira ou até em ações da bolsa brasileira. Ele pode ter exposição a variação cambial, pode ser seguro, pode ser alavancado, as opções são muitas.

O investimento pode ser entendido como um pacote que comporta diferentes aplicações, de renda fixa e variável, para alcançar um objetivo, como a proteção contra a alta do dólar ou da inflação, por exemplo.

Este tipo de investimento permite alcançar retornos mais agressivos, característicos da renda variável, mas com a segurança de que o valor investido não será perdido, traço mais comum à renda fixa. Em contrapartida a blindagem contra perdas, o COE  não garante que o investidor terá ganhos, como ocorreria em um investimento em um Certificado de Depósito Bancário (CDB) ou título público, por exemplo.

Estratégia

O COE é considerado por muitos como uma das estruturas mais versáteis da bolsa de valores. Sendo assim, é comum  realizar este investimento baseado em emissores confiáveis. Para escolher um COE você poderá contratar o produto por qualquer banco ou corretora, mas confira antes o emissor da operação. Todo o seu risco está nele. Se ele quebrar, ou se ele for incapaz, você perde a proteção da operação como um todo.

Por essa razão ele é mais indicado como um ingrediente adicional à sua carteira de investimentos. O COE pode ser a cereja do bolo do portfólio. Ao investir 10% dos recursos no COE, por exemplo, se a estratégia não for bem-sucedida, o investidor recebe o dinheiro de volta e só perde o custo de oportunidade. Mas, se der certo, o retorno pode ser bem interessante. O custo de oportunidade seria o “preço” que o investidor pagaria ao deixar de ganhar dinheiro com outras aplicações que gerariam retornos maiores no mesmo período.

Vantagens

A principal vantagem do COE é permitir ao investidor o acesso a um produto com estratégias sofisticadas de aplicação, mas que conta com a praticidade de vir montado como um único instrumento.  Oferece ao investidor pessoa física a possibilidade de acessar o mercado de câmbio ou aplicar em ações estrangeiras, como na Apple, ou no índice S&P 500, que seriam aplicações mais complicadas para o investidor acessar por conta própria.

E a segunda maior vantagem é a possibilidade de definição do risco ao qual o investidor se sujeitará. “Os bancos fazem o processo de ‘suitability’ [análise da adequação do produto ao perfil do cliente] para ver qual COE combina mais com o perfil de risco do cliente.

Tributação

Ao unir diferentes investimentos em um produto só, o COE também conta com a vantagem de ter uma tributação única, feita pela tabela regressiva do Imposto de Renda, na qual o imposto diminui conforme aumenta o prazo de investimento. Outro destaque do investimento é que não é cobrada nenhuma taxa. Assim como nos CDBs, o banco ganha com as operações ao captar os recursos dos clientes e oferecer uma remuneração menor do que aquela cobrada nos seus empréstimos. Em outras palavras, o banco ganha com o “spread”, que é a diferença entre os juros recebidos nos empréstimos e os juros pagos nos investimentos.