O Andrei Passos Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF), embarcou na comitiva presidencial do Luiz Inácio Lula da Silva rumo à Índia e Coreia do Sul em meio a uma fase de **acirramento institucional entre a PF e o *Supremo Tribunal Federal (STF)*, gerando debates políticos sobre alinhamento institucional e autonomia da polícia federal.
Viagem oficial e agenda de cooperação
Rodrigues viajou no mesmo avião que Lula e integrou a delegação presidencial na partida de 18 de fevereiro de 2026, com agenda oficial em Nova Délhi e, posteriormente, Seul. Além de acompanhar o chefe do Executivo, o diretor-geral da PF tem encontros com autoridades policiais indianas e coreanas e deve participar da assinatura de um acordo de cooperação policial com a Coreia do Sul.
No plano bilateral, a presença da PF em missão internacional acompanha compromisso do Brasil com agendas de segurança, tecnologia e inteligência — em especial, temas como inteligência artificial aplicada à investigação criminal, contudo em países considerados totalitários.
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Críticas do STF e tensão institucional
A viagem ocorre num momento em que a relação entre a PF e o STF é objeto de tensão explícita no debate público. A reação dos magistrados do Supremo foi desencadeada após Rodrigues ter apresentado pessoalmente um **relatório ao presidente da Corte, Edson Fachin, que vinculava o então relator do *Caso Master*, Dias Toffoli, ao proprietário do *Banco Master*.
Ministros ouvidos por veículos brasileiros sustentaram que avançar em investigações envolvendo figura com foro privilegiado sem autorização prévia do STF seria inadequado, argumentando que isso feriria o princípio de respeito às garantias constitucionais dos magistrados.
Essa controvérsia levou à substituição de Dias Toffoli por André Mendonça na relatoria do Caso Master, em um episódio significativo nos bastidores da Corte.
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PF, política e independência institucional
A presença de Rodrigues na delegação presidencial — ainda que parte de agendas oficiais de cooperação internacional — traz à tona um debate recorrente no Brasil: qual deve ser o papel da Polícia Federal em relação ao Poder Executivo e ao Judiciário, especialmente quando investigações atingem figuras de alta relevância política. Análises de bastidores sugerem que a tensão entre PF e STF pode refletir disputas mais amplas sobre controle institucional, limites de atuação e respeito aos mecanismos constitucionais de foro e suprema jurisdição.



