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Copom sinaliza freio na redução de juros para segurar a inflação

Inflação persiste e economia mantém evolução segundo Copom

O Copom (Comitê de Política Monetária) indicou que, depois do próximo corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica, a Selic, deverá começar a reduzir o ritmo de redução do juro base. Indicou que a taxa irá para 10,25% ao ano em maio e que a diminuição será menor a partir de junho. As informações constam na ata do Copom.

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“Alguns membros argumentaram ainda que, se a incerteza prospectiva permanecer elevada no futuro, um ritmo mais lento de distensão monetária pode revelar-se apropriado, para qualquer taxa terminal que se deseje atingir”, disse a autoridade monetária no comunicado. Eis a íntegra do texto.

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A autoridade monetária indicou que as quedas podem ser menores ou sequer existirem nos encontros seguintes. O comunicado publicado pelo BC (Banco Central) fala em “elevação da incerteza”. O Copom reduziu por unanimidade o patamar do juro base de 11,25% ao ano para 10,75% ao ano na 4ª feira (20.mar). A taxa atingiu o menor nível desde março de 2022, quando estava no mesmo patamar.

O BC avalia que os países permanecem “determinados” em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas em um ambiente marcado por pressões nos mercados de trabalho.

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A razão pela manutenção da taxa em patamares mais elevados é o controle da inflação. O crédito mais caro desacelera o consumo e a produção. Como consequência, os preços tendem a não aumentar de forma tão rápida.

Espera-se que mercado financeiro se organize para ao menos diminuir o fluxo da migração para fundos mais voláteis com a indicação de desaceleração nos cortes. Ao mesmo tempo, os títulos ligados à taxa básica serão valorizados. Do lado político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus aliados devem intensificar ainda mais as críticas ao Banco Central e ao presidente da auto.

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