Um relatório do Coaf revelou que uma empresa ligada ao lobista conhecido como Careca do INSS repassou quase R$ 600 mil ao ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Nefi Cordeiro, após sua saída do tribunal. Os pagamentos foram destinados ao escritório de advocacia do ex-magistrado e levantaram questionamentos em meio às investigações da CPMI do INSS.
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Contexto do caso
Segundo informações divulgadas pela colunista Andreza Matais e confirmadas em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), uma empresa vinculada a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, realizou repasses que somaram R$ 595 mil ao ex-ministro do STJ, Nefi Cordeiro.
Detalhes dos repasses
- Três transferências bancárias entre outubro de 2023 e outubro de 2024, totalizando R$ 445 mil, destinadas ao escritório de advocacia de Nefi Cordeiro.
- Um cheque de R$ 150 mil, sacado diretamente pelo ex-ministro.
- Todos os pagamentos ocorreram após sua saída do STJ em março de 2021, quando deixou o cargo por motivos de saúde.
Origem das informações
- Os dados constam em um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) elaborado pelo Coaf.
- O documento foi encaminhado à CPMI do INSS, que investiga irregularidades envolvendo benefícios previdenciários e possíveis esquemas de corrupção.
- Até o momento, Nefi Cordeiro não se posicionou publicamente sobre os repasses.
Repercussões políticas e jurídicas
- O caso reforça a pressão sobre a CPMI do INSS, que já apura conexões entre empresários e autoridades.
- A revelação de pagamentos vultosos a um ex-ministro do STJ levanta questionamentos sobre conflitos de interesse e a atuação de ex-integrantes da alta cúpula do Judiciário após deixarem o cargo.
- A investigação pode ter impacto na credibilidade institucional e na percepção pública sobre a relação entre o setor privado e autoridades judiciais.
Os repasses de quase R$ 600 mil ao ex-ministro Nefi Cordeiro mostram como investigações financeiras podem revelar conexões delicadas entre empresários e ex-integrantes do Judiciário. O caso, agora sob análise da CPMI do INSS, reforça a importância da transparência e da fiscalização sobre movimentações financeiras de figuras públicas.









