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Fabricante de defesa pesada brasileira Avibras pede recuperação judicial

Fabricante de defesa pesada brasileira Avibras pede recuperação judicial
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Fabricante de defesa pesada brasileira Avibras pede recuperação judicial. A Avibras Aeroespacial, principal fabricante brasileira de sistemas pesados para o mercado de Defesa, entrou ontem com pedido de recuperação judicial. Como consequência, a empresa demitiu 420 funcionários. O quadro remanescente de pessoal é agora de 900 pessoas.

A Avibras Aeroespacial tem pouco mais de 60 anos. Criada pelo engenheiro João Verdi de Carvalho Leite – morto em 2008 quando o helicóptero que pilotava caiu num trecho de serra no litoral norte paulista -, a empresa lidera o setor da indústria de Defesa no País.

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Desta forma, os sistemas Astros-2 e sua versão mais moderna, o Astros-2020, são usados pelo exército da Arábia Saudita, no conflito com os rebeldes houthis, no Iêmen. Antes disso, na guerra do Golfo, em 1991, foram empregados pelo Iraque e entraram na lista de alvos prioritários dos caças da coalizão liderada pelos Estados Unidos.

A Avibras produz o sistema lançador de foguetes e mísseis Astros-2020, veículos blindados e equipamentos eletrônicos de emprego militar. Além de atender às Forças Armadas do Brasil, exporta para países do Oriente Médio, Ásia e América Latina.

E assim, o processo foi ajuizado no fórum de Jacareí (SP), onde fica a sede do grupo. Essa é a terceira vez que a empresa renegocia suas dívidas judicialmente. O procedimento foi adotado anteriormente em 1990 e em 2008. O valor da recuperação é estimado em R$ 570 milhões.

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A companhia sofreu com a mudança de prioridade de países ao redor do mundo durante a crise sanitária. Com a proliferação do vírus, diversas nações diminuíram os gastos com a área de defesa e passaram a investir mais em saúde.

Conforme informou o advogado responsável por protocolar o pedido de recuperação da companhia, Nelson Marcondes, do escritório Marcondes Machado Advogados, a pandemia foi a grande responsável pelo atual momento da empresa. De acordo com Marcondes, a empresa tentou segurar o máximo que pode para não demitir parte de seus 1,5 mil funcionários, porém isso não foi possível em 2022.

Contudo, segundo Marcondes, a impossibilidade de realizar viagens também complicou a situação da Avibras. Afinal, boa parte das vendas da companhia é feita através de feiras e contatos no exterior. Treinamentos para utilizar os equipamentos também precisam ser presenciais.

“A empresa tentou segurar o máximo, mas já estamos vendo o mercado se movimentando novamente e a Avibras tem grandes perspectivas de contratos que estão sendo trabalhados”, afirma Marcondes.

Por fim, o advogado ainda explicou que a empresa já está elaborando um plano de recuperação e que aguarda a decisão da Justiça para dar prosseguimento ao processo. O contato com os credores já está sendo feito, de acordo com Marcondes.

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