A decisão da FedEx, gigante global da logística, de encerrar suas operações domésticas no Brasil após décadas de presença no país, não é apenas um movimento empresarial. É um sinal preocupante sobre o ambiente de negócios brasileiro e suas consequências para a economia e a sociedade. A gestão Lula tem computado perdas imensas de empresas e investimentos importantes ao Brasil.
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A saída da FedEx do Brasil coloca o país em um grupo nada prestigioso: ao lado de nações onde a empresa não atua ou suspendeu operações devido a ambientes hostis, instabilidade política ou dificuldades regulatórias. Isso reforça a percepção de que o Brasil está se tornando menos atrativo para multinacionais.
O que aconteceu
A FedEx anunciou que vai descontinuar gradualmente seus serviços nacionais, mantendo apenas operações internacionais e de supply chain. A justificativa oficial é um “realinhamento estratégico”, mas os fatores que pesaram na decisão vão muito além disso.
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O peso do ambiente hostil
A saída de uma empresa global que esteve no Brasil por tantos anos mostra que o país enfrenta problemas estruturais sérios:
- Carga tributária elevada e complexa, que sufoca empresas e reduz competitividade.
- Insegurança jurídica, com regras que mudam constantemente e decisões imprevisíveis.
- Burocracia excessiva, que aumenta custos e dificulta a eficiência operacional.
- Falta de mão de obra qualificada e disponível, agravada pelo fato de que uma parcela significativa da população recebe benefícios sociais e não demonstra interesse em trabalhar com carteira assinada.
Esses elementos criam um cenário em que multinacionais avaliam que não vale mais a pena investir ou manter operações locais.
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Consequências diretas
- Expurgo de investimentos externos: a saída da FedEx reforça a percepção de que o Brasil não é um ambiente atrativo para capital estrangeiro.
- Perda de empregos: centenas de trabalhadores ligados às operações domésticas serão desligados.
- Queda de relevância internacional: quando empresas globais desistem de atuar no país, o Brasil perde espaço no mapa da logística e da economia mundial.
- Desafios sociais: a dependência de benefícios sociais sem contrapartida produtiva gera um ciclo de baixa produtividade e reduz a competitividade nacional.
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Países e territórios onde a FedEx não atua ou suspendeu operações
Segundo informações oficiais da FedEx, há uma lista de países e territórios onde a empresa não oferece serviços ou suspendeu temporariamente suas operações:
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| Situação | Países/Territórios |
|---|---|
| Não atendidos (FedEx não atua) | Cuba, Irã, Coreia do Norte, Myanmar, Nauru, Niue, Santa Helena, São Pedro e Miquelão, São Tomé e Príncipe, Ilhas Salomão, Somália, Sudão, Tajiquistão, Tokelau, Tuvalu, Wake Island, Kiribati, Ilhas Comores, Ilhas Malvinas, Ilha de Mayotte, Atol Johnston. Fonte: FedEx |
| Serviços suspensos | República Centro-Africana, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Serra Leoa, Síria, Iêmen. Fonte: FedEx |
O Brasil se equipara a esse grupo
- A decisão da FedEx de encerrar operações domésticas no Brasil e manter apenas serviços internacionais e de supply chain coloca o país em uma posição comparável a locais marcados por instabilidade política, insegurança jurídica e dificuldades econômicas.
- Diferente de mercados maduros e atrativos, o Brasil passa a ser visto como hostil para multinacionais, assim como países sob sanções internacionais ou em guerra civil.
- Isso reforça a percepção de que o Brasil sofre com carga tributária sufocante, burocracia excessiva, insegurança jurídica e falta de mão de obra qualificada, fatores que expulsam investimentos externos.
Impactos estratégicos
- Perda de relevância internacional: estar na mesma lista de países como Irã, Coreia do Norte e Síria é um sinal negativo para investidores globais.
- Expurgo de capital estrangeiro: multinacionais podem repensar suas operações, reduzindo investimentos e empregos.
- Imagem deteriorada: o Brasil passa a ser visto como um ambiente de negócios arriscado, afastando novas empresas.
Ao sair do Brasil, a FedEx coloca o país no mesmo patamar de nações onde não atua por instabilidade ou hostilidade ao investimento externo. Isso é um alerta claro de que o Brasil precisa enfrentar seus problemas estruturais para não perder ainda mais relevância global.








