Patrocinado

Os encargos trabalhistas custeados pelas empresas no Brasil superam os salários pagos para os empregados. De acordo com estudo do professor titular da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) José Pastore, o custo chega a 103,7% das remunerações. O estudo foi divulgado pelo Estadão no último dia 10.

MAIS: Governo Lula cria falsa necessidade de importação de arroz para vender produto com embalagem com propaganda própria

Acesse as notícias que enriquecem seu dia em tempo real, do mercado econômico e de investimentos aos temas relevantes do Brasil e do mundo pelo telegram Clique aqui. Se preferir siga-nos no Google News: Clique aqui. Acompanhe-nos pelo Canal do Whastapp. Clique aqui

LEIA: Big Techs e AGU tem reunião para combater “fake news” sobre tragédia gaúcha

O cálculo considera tudo que as empresas gastam com obrigações sociais, entre elas as contribuições para a Previdência. Fundo de Garantia do tempo de Serviço (FGTS) e salário educação, e despesas com o tempo em que o empregado não está trabalhando, como férias e décimo terceiro salário.

VEJA: Banco Central anuncia que déficit das contas do governo Lula em período normal, se aproxima do alcançado no ponto crítico em 2021. Auge da maior pandemia mundial

Para contratação de um trabalhador com salário de R$ 2.287 na indústria, a remuneração média par um indivíduo com ensino médio completo- as empresas gastam além do salário, R$ 2371,62 com encargos atualmente.

MAIS: Toffoli usa R$ 100 mil do dinheiro público para diária de segurança em viagem internacional não oficial. Após denuncia o Portal da Transparência foi retirado do ar

O pesquisador observa que todos os custos são fixos e compulsórios, ou seja o governo obriga a empresa a pagar. Na prática, os encargos representam um bloqueio à expansão do emprego formal e ao aumento de salário, além de um estimulo ao emprego informal. “O Brasil fica, assim, numa situação em que os trabalhadores ganham pouco e custam muito para as empresas”, diz o especialista.

AINDA: Brasil terá “o maior imposto do mundo” se o Congresso aprovar o PL que taxa as varejistas internacionais online como Shein e Shopee

Receba conteúdo exclusivo sobre os temas de seu interesse! Confirme em sua caixa de e-mail sua inscrição para não perder nada