A Frente Parlamentar Católica e a Frente Parlamentar Evangélica no Congresso criticaram o desfile feito no último domingo, 15, pela escola de samba Acadêmicos de Niterói com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como tema. As duas bancadas afirmam que o conteúdo exibido desrespeitou a fé cristã e que acionarão o Judiciário e órgãos de controle.
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Uma das alas do desfile da escola de samba trata de famílias conservadoras dentro de uma lata de conserva.
Na nota divulgada nesta quarta-feira, 18, a Frente Católica disse ter recebido a apresentação com “indignação” e que a liberdade religiosa deve ser respeitada, tal como a artística. “Quando manifestações culturais alcançam ampla repercussão pública, especialmente quando há envolvimento de recursos públicos, cresce igualmente a responsabilidade sobre a forma como crenças, princípios e valores são retratados”, diz o texto assinado pelo presidente da frente, Luiz Gastão (PSD-CE).
A frente católica defendeu a apuração dos fatos e uma eventual responsabilização caso sejam confirmadas irregularidades na apresentação: “Há indícios de que o desfile tenha ultrapassado os limites estabelecidos pela legislação ao tratar de convicções religiosas. Diante disso, a Frente Parlamentar Católica cobra e exigirá providências e a atuação dos órgãos competentes para a devida apuração dos fatos e eventual responsabilização, caso confirmadas irregularidades”.
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Já a Frente Parlamentar Evangélica repudiou o que chamou de “conduta desrespeitosa e afrontosa”. O grupo afirmou ser “inadmissível” que manifestações culturais promovam “escárnio contra a fé cristã” e criticou o suposto financiamento público do desfile.
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“É inadmissível que o direito à manifestação cultural seja distorcido para promover o escárnio contra a fé cristã e o deboche aberto aos valores conservadores que sustentam a nossa sociedade”, afirma o texto. “Não aceitaremos que a fé da maioria dos brasileiros seja tratada como objeto de sátira em troca de palanque político”.
A frente informou que acionará a Procuradoria-Geral da República e o Judiciário pedindo a punição dos responsáveis pelo desfile.



