Mudança na relatoria do caso Master intensifica pressão política sobre Davi Alcolumbre

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A redistribuição da relatoria do inquérito que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master colocou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em nova etapa de pressão institucional e política no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na sexta-feira (12), por sorteio da Corte, o ministro André Mendonça passou a responder pela condução do caso Master, que apura irregularidades tanto em operações financeiras quanto em esquemas de consignado ligados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A mudança ocorreu após o ex-relator, ministro Dias Toffoli, deixar a relatoria.

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Acúmulo de inquéritos e conexões institucionais

O novo relator agora acumula duas investigações que envolvem o Banco Master e eventuais impactos a agentes políticos, inclusive aliados de Alcolumbre, segundo relatórios da Polícia Federal. Uma das linhas de apuração refere-se à aquisição de carteiras de empréstimos consignados por fundos de previdência, como o Instituto de Previdência do Amapá (Amprev), cujo colegiado de gestão foi indicado por parlamentares próximos ao presidente do Senado.

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Além disso, outro inquérito em curso trata de possíveis fraudes nos descontos associativos do INSS, sob a designação da Operação Sem Desconto, com indícios de repasses financeiros a ex-assessores ligados diretamente ao gabinete de Alcolumbre.

Repercussão política no Legislativo

No Congresso Nacional, a alteração de relatoria reacendeu debates sobre mecanismos de fiscalização e transparência envolvendo parlamentares. Parlamentares de diferentes legendas marcaram posições sobre a condução das investigações no STF, destacando a importância de assegurar imparcialidade e rigor técnico na tramitação dos inquéritos.

Paralelamente, membros do Senado vêm buscando assinaturas para a instalação de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) específica para aprofundar a apuração dos casos vinculados ao Master, aguarda decisão da Mesa do Senado para prosseguir.

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Expectativa de próximos passos no Supremo

Com Mendonça à frente da relatoria, a Polícia Federal comprometeu-se a entregar um relatório detalhado sobre o andamento das investigações até o final de fevereiro, o que pode influenciar o ritmo processual no STF. A análise das provas e o alinhamento técnico entre a Corte e os órgãos de investigação são considerados determinantes para os desdobramentos do caso.

A movimentação institucional em torno do caso Master ocorre em um cenário de alta atenção pública e política, em meio a debates sobre accountability e governança no trato de inquéritos que tocam lideranças do Poder Legislativo e operadores econômicos de grande porte.

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Lucas Lopes Lopes
Lucas Lopes Lopes
Jornalista cubro editorias de economia há 10 anos. Especializado em criptoativos e-mail: [email protected]
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