A Polícia Federal (PF) está finalizando um novo relatório no âmbito da investigação sobre o Banco Master que detalha menções ao ministro Alexandre de Moraes em conversas extraídas do celular do empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição investigada por fraudes bilionárias. O documento deve ser encaminhado nos próximos dias ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin.
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Novo relatório amplia investigação
Segundo apuração da imprensa com base em fontes ligadas ao caso, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comunicou ao presidente do STF que há referências frequentes ao nome de Moraes nos diálogos apreendidos no celular de Vorcaro, incluindo conversas que mencionam possíveis pagamentos e uma proximidade entre o ministro e o empresário.
O relatório ainda não foi formalmente recebido pela Corte, mas abre caminho para que o conteúdo referente a Moraes seja analisado pelo colegiado, dando sequência à fase de apurações iniciada com o envio de um documento anterior que tratava das conexões entre o ex-relator Dias Toffoli e Vorcaro.
Contrato milionário da esposa
As conversas analisadas pela PF ocorrem em um contexto em que, em dezembro último, veio à tona que Viviane Barci de Moraes — esposa de Alexandre de Moraes — tinha contrato com o Banco Master prevendo repasses de R$ 130 milhões em três anos para atuação junto a órgãos dos três Poderes. Até o momento, não foram identificadas evidências públicas de que serviços compatíveis com esse valor tenham sido efetivamente prestados, e nem o ministro nem sua esposa detalharam o teor do acordo.
Mudança de relatoria altera cenário
O novo relatório da PF sobre Moraes surge após uma reconfiguração no STF. Dias Toffoli deixou a relatoria da investigação do Banco Master em 12 de fevereiro de 2026, em meio a pressões decorrentes da entrega anterior de relatório da PF que citava o nome dele em mensagens encontradas no celular de Vorcaro. Por sorteio eletrônico, a relatoria foi atribuída ao ministro André Mendonça.
Para Mendonça, a redistribuição representou uma mudança de tom institucional no caso: nos dias seguintes à sua nomeação, ele se reuniu com delegados da PF para alinhar o andamento das investigações sob sua nova relatoria.
Implicações institucionais e expectativas
O envio iminente do relatório sobre Moraes pode representar um aprofundamento das apurações da PF no contexto do caso Master, especialmente após a saída de Toffoli da relatoria e a consequente redistribuição do processo. Operadores do direito e analistas políticos avaliam que o avanço desse material para análise no STF pode ampliar a pressão sobre os investigados e alterar a dinâmica de arrazoamento jurídico no tribunal, uma vez que diferentes ministros passam a ter acesso formal aos elementos colhidos pela PF.
Panorama técnico
- O relatório que trata especificamente das menções a Moraes ainda não foi oficialmente recebido pelo STF, mas sua conclusão sinaliza uma nova etapa de análise da PF.
- A mudança de relatoria após a saída de Toffoli — motivada por menções ao seu nome em dados apreendidos pela PF — reorganizou o fluxo do inquérito dentro da Corte.
- Alexandre de Moraes pode ser objeto de análise institucional e jurídica, dependendo do teor das informações do relatório, ainda sob segredo de Justiça.



