Logo após a gestão Lula deixar o Brasil com a maior taxa de juros dos últimos 20 anos e crise fiscal. Ele compara destruição em Gaza ao Brasil entregue por Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comparou a destruição na Faixa de Gaza ao cenário que encontrou no Brasil após o governo de Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita em entrevista ao podcast Mano a Mano, comandado pelo rapper Mano Brown.

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A entrevista de Lula ocorreu na mesma semana que o Banco Central é obrigado a elevar a taxa de juros, a Selic, para 15% ao ano, a maior dos último 20 anos. Além da crise fiscal sem precedentes e o nível de imposto do brasileiro também em recorde, sendo o Brasil agora o país com segundo maior imposto do mundo.

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”Quando chegamos aqui, pegamos um País semidestruído. Eu de vez em quando olho para a destruição na Faixa de Gaza e fico imaginando o Brasil que nós encontramos”, disse Lula, se referindo à gestão de seu antecessor. “Aqui a gente não tinha mais ministério do Trabalho, da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos, da Cultura. Tinha sido uma destruição proposital, ” afirmou Lula.

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Os ataques de Israel na Faixa de Gaza já mataram milhares de pessoas, incluindo crianças, e destruíram casas, escolas e edifícios comerciais. Além da violência, a região enfrenta uma grave crise humanitária, marcada pela escassez de alimentos, água e itens essenciais.

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Ao longo de mais de duas horas de conversa, Lula defendeu seu governo, destacou avanços em indicadores como desemprego e crescimento econômico, mas reconheceu o aumento do custo de vida.

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“As coisas realmente ainda não chegaram ao ponto que eu quero que chegue”, afirmou o presidente. “Quando nós chegamos, o custo de vida baixou muito em 2023, depois aumentou em 2024?, declarou o petista, citando a alta no preço do ovo e do café como exemplos.

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“Eu tenho 70 deputados de 513. E 9 senadores de 81. Então, você percebe que a dificuldade é imensa. O que é que nós fizemos? Nós fizemos uma composição política necessária para permitir que a gente começasse a governar esse país”, disse o presidente. Nesta semana, o Congresso impôs novas derrotas ao petista, derrubando trechos de um veto seu ao projeto de lei que estabelece regras para a produção de energia eólica em alto-mar.

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Lula também abordou um dos temas mais sensíveis para o governo: o escândalo dos descontos indevidos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele admitiu que o episódio desgasta a imagem da sua gestão, mas repetiu o script de declarações anteriores e afirmou que foi o próprio governo federal o responsável por dar tração às investigações que deflagraram a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF).

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Ao comentar as eleições de 2026, Lula não confirmou que será candidato à reeleição, mas afirmou que, se entrar na disputa, será “para ganhar”. O presidente citou a quantidade de nomes que, na ausência de Bolsonaro, inelegível, postulam concorrer como principal nome da oposição, como os governadores Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Ratinho Júnior (PSD), além de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Podem procurar o candidato que quiserem, se eu for candidato é para ganhar as eleições”, disse Lula.

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Re Hunter
Re Hunter
Jornalista especialista em Mercado de Capitais pela Metodista. [email protected]

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