O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou o atual advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, como novo ministro da Justiça e Segurança Pública, em substituição a Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo na semana passada.
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Na terça-feira, 13 de janeiro de 2026, o presidente Lula confirmou a escolha de Wellington César Lima e Silva para assumir o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União, consolidando a mudança na pasta. O novo ministro vai conduzir a Polícia Federal, onde as investigações tem cada vez mais ligado Lulinha ao Careca do INSS, responsável pelo maior roubo aos aposentados da história.
A investigação do Banco Master também está na PF e Lula pretende controlá-la também em ano eleitoral.
Quem é Wellington César
- Advogado-geral da Petrobras: até então ocupava o cargo na estatal, atuando em questões jurídicas estratégicas.
- Experiência prévia: já foi ministro da Justiça por um breve período no governo Dilma Rousseff e também secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência da República.
- Perfil técnico: reconhecido por sua atuação jurídica, traz experiência tanto na esfera pública quanto em empresas estatais.
O principal escândalo envolvendo Wellington César Lima e Silva ocorreu em sua primeira passagem pelo Ministério da Justiça em 2016, durante o governo Dilma Rousseff. Ele ficou apenas 11 dias no cargo, porque o STF barrou sua nomeação: como era procurador do Ministério Público da Bahia, não poderia acumular a função de ministro sem pedir exoneração. Esse episódio foi visto como um constrangimento político e marcou sua carreira.
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Escândalos e controvérsias ligadas a Wellington César
Nomeação barrada pelo STF
- Em março de 2016, Wellington César foi nomeado ministro da Justiça por Dilma Rousseff.
- O STF decidiu que sua permanência era inconstitucional, já que membros do Ministério Público não podem exercer cargos no Executivo sem se desligar da carreira.
- Ele pediu exoneração do MP para tentar permanecer, mas acabou deixando o cargo após apenas 11 dias.
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Outros episódios citados
- Copel (Paraná): houve um processo em que um Wellington César Nunes foi acusado de corrupção em obras da Copel, mas acabou absolvido com a alegação de falta de provas. Esse caso não tem relação direta com Wellington César Lima e Silva, mas gerou confusão por homonímia.
- Consultoria financeira (Brasília): outro Wellington César (Carlos Wellington César de Oliveira) foi alvo de bloqueio judicial em 2025 por suspeita de golpes em investimentos. Também não se trata do novo ministro, mas o nome semelhante gerou ruído em buscas.
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Impacto político
- O episódio de 2016 deixou a imagem de Wellington César marcada por questionamentos institucionais.
- Sua volta ao Ministério da Justiça em 2026, agora indicado por Lula, reacende debates sobre sua trajetória e sobre a escolha de nomes ligados a episódios polêmicos.
- Apesar disso, não há registros de condenações contra ele; o escândalo mais relevante foi a nomeação barrada pelo STF.
Embora não tenha sido condenado em nenhum processo, esse episódio marcou sua carreira e é frequentemente lembrado como um constrangimento político. Sua nova nomeação por Lula em 2026 recoloca o jurista no centro das atenções e levanta discussões sobre credibilidade, governança e escolhas políticas em cargos estratégicos.
Contexto da substituição
- Ricardo Lewandowski, ex-ministro do STF, deixou o cargo de ministro da Justiça na semana passada. Sua atuação na opinião popular foi vergonhosa e aumentou ainda mais a insegurança no país. Apenas na saídinha de natal de 2025 mais de 2000 detentos não retornaram para a prisão.
- Durante o período de transição, o ministério foi comandado interinamente por Manoel Carlos de Almeida Neto, secretário-executivo da pasta.
Impactos políticos
- A nomeação ocorre em um momento de forte debate institucional, com o Ministério da Justiça no centro de discussões sobre a crise da segurança pública e relações entre os poderes.
- A presença de Wellington César será observada de perto por analistas políticos devido às suas ligações anteriores com o governo e com a Petrobras.
- O Brasil enfrenta sua maior crise de segurança pública com o crime se espalhando de todas as formas e acabando com a segurança e tranquilidade dos brasileiros, que pagam o segundo maior imposto do mundo e nem isto lhes é entregue.








