Documentos enviados ao STF mostram transferência de R$ 14,2 milhões ligada a empresas investigadas por suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e sonegação fiscal.
O caso envolvendo o senador Ciro Nogueira ganhou nova dimensão após a Polícia Federal identificar um repasse de R$ 14,2 milhões de um fundo ligado ao grupo Refit para uma empresa da família do parlamentar. A operação financeira passou a integrar os autos da Operação Sem Refino, que investiga suspeitas de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e corrupção no setor de combustíveis.
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Segundo documentos enviados ao STF, a transferência teria sido realizada pela empresa Athena, ligada ao conglomerado empresarial de Ricardo Magro, apontado pela PF como um dos principais alvos das investigações envolvendo a estrutura da Refit. A contabilidade analisada pelos investigadores mostra registros internos mencionando diretamente a empresa “Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis Ltda.” em movimentações superiores a R$ 14 milhões. As informações foram divulgadas pelo jornalista Breno Pires na Piauí em 14 de maio.
Operação Compliance Zero aproxima nome de Ciro ao caso Refit
A Polícia Federal identificou um repasse de R$ 14,2 milhões de um fundo ligado ao grupo Refit para uma empresa da família do senador Ciro Nogueira. A transação passou a integrar investigações sobre lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e corrupção envolvendo estruturas financeiras e imobiliárias usadas para movimentação de recursos.
A negociação envolvia uma área de aproximadamente 40 hectares localizada em uma região valorizada de Teresina. O próprio senador confirmou a existência do contrato e afirmou que parte significativa do valor já teria sido paga. A defesa sustenta que a venda foi regular, declarada aos órgãos competentes e compatível com os preços de mercado.
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A nova revelação amplia a pressão política sobre Ciro Nogueira em meio ao avanço da chamada Operação Compliance Zero, que já havia colocado o senador no centro de outra investigação envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A PF apura suspeitas de pagamentos de despesas pessoais, viagens internacionais e possíveis repasses mensais ao parlamentar em troca de influência política e articulação dentro do Congresso Nacional.

Nos bastidores de Brasília, investigadores enxergam um possível elo entre fundos imobiliários, holdings e empresas financeiras usadas para movimentar recursos com aparência formal de legalidade. Relatórios citados pela PF descrevem a Athena como uma das principais beneficiárias da estrutura financeira ligada à Refit, usada para aquisição de imóveis e circulação de capital entre empresas do grupo.
Ciro Nogueira afirmou que as investigações teriam motivação política e disse ser alvo por ocupar posição de destaque na articulação oposicionista e no debate eleitoral de 2026.


