250 Mil Vagas de Emprego em Aberto no País do Desemprego

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250 Mil Vagas de Emprego em Aberto no País do Desemprego
250 Mil Vagas de Emprego em Aberto no País do Desemprego

250 Mil Vagas de Emprego em Aberto no País do Desemprego

As novas empresas do mundo digital chamadas Startups são atualmente as que mais disponibilizam vagas em aberto. Embora existam mais de 13 bilhões de desempregados no país, estas empresas revolucionam as vagas de emprego. A consultoria americana IDC estima que existem 250 mil vagas de emprego em aberto no país do desemprego. As vagas são para profissionais de tecnologia  entre outros. O setor movimentou US$ 38 bilhões em 2017.

As vagas não estão localizadas em grandes empresas de tecnologia como Google. Mas sim em startups inovadoras como Nubank, Movile, GuiaBolso e PSafe . Elas estão acelerando o ritmo das contratações para acompanhar o crescimento de seus negócios. “Somente neste ano, contratamos 470 profissionais para manter a velocidade do desenvolvimento de novos produtos”, disse David Vélez, fundador da Nubank, em entrevista’a revista Dinheiro há menos de um mês.

Atualmente, a companhia tem cerca de 1,2 mil funcionários. Desse quadro, mais de 800 profissionais foram contratados nos últimos doze meses. Os cargos incluem desde posições mais generalistas, como aquelas dedicadas à experiência do cliente, até funções mais específicas e que exigem capacitação diferenciada, como cientistas de dados e desenvolvedores. Hoje, essa última frente corresponde a 15% do total de funcionários.

É claro que em um mercado de inovação o profissional precisa ter características e habilidades bem definidas para conseguir sua vaga. O aumento substancial da demanda por tecnologia é o principal fator por trás das boas perspectivas de colocação nesse mercado. Alguns elementos ajudam a explicar esse contexto.

O primeiro deles é o avanço dos aplicativos, um movimento iniciado por startups e que se disseminou para empresas de maior porte, inclusive de outros setores. Da mesma forma, conceitos como computação em nuvem, internet das coisas e inteligência artificial estão ganhando escala nas estratégias de companhias dos mais variados segmentos nos últimos anos. A própria crise econômica é mais um ingrediente. Sob um cenário instável, a busca por eficiência operacional e redução de custos está na ordem do dia.

Ao mesmo tempo, como reflexo da disputa por esses profissionais, as companhias estão oferecendo mais benefícios para atrair e reter os melhores talentos. A Robert Half  realizou um estudo divulgado pela revista dinheiro em junho deste ano, com 1.128 diretores de tecnologia de 12 países, entre eles o Brasil. O estudo mostra que, nos últimos três anos, 35% dos contratantes no País introduziram horários mais flexíveis para os funcionários; 49% passaram a oferecer treinamento e desenvolvimento adicional; e 30% aumentaram os níveis de remuneração, incluindo expedientes como o pagamento de bônus.

Juntas, a Nubank, de David, e a Movile, dona do aplicativo iFood, anunciaram planos de expansão para a contratação de quase 2 mil profissionais de tecnologia até março de 2019.

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