O principal índice de ações da B3, o Ibovespa, marcou um novo recorde de fechamento ao encerrar a última sexta-feira acima dos 190 mil pontos pela primeira vez na história, refletindo um dia de forte reação dos mercados globais à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos.
Contexto do movimento
Na sessão de 20 de fevereiro de 2026, o índice subiu aproximadamente 1,06%, fechando em 190.534 pontos, impulsionado não só por fatores domésticos de liquidez e fluxo, mas sobretudo pela interpretação de que a decisão norte-americana reduz incertezas sobre o cenário externo.
O dólar comercial recuou cerca de 0,98%, cotado perto de R$ 5,17, atingindo seu menor nível desde maio de 2024 — um sinal claro de melhoria no apetite por ativos de risco e de diminuição de medo cambial no curto prazo.
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Decisão judicial nos EUA e seu impacto
O ponto de inflexão no pregão foi a decisão da Suprema Corte dos EUA, que por 6 votos a 3 concluiu que o presidente americano extrapolou sua autoridade ao impor amplas tarifas comerciais baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Estima-se que essas tarifas geraram cerca de US$ 118 bilhões em receitas até janeiro de 2026. A atuação da Suprema Corte americana comprometeu gravemente o plano do presidente Trump para o crescimento do país, pelo menos temporáriamente
Esse veredito foi interpretado pelos mercados como um alívio significante às tensões comerciais, reduzindo o risco de uma guerra tarifária global prolongada e reforçando o papel dos freios institucionais nos Estados Unidos, o que não vem ocorrendo no Brasil.
Repercussões no desempenho de ativos
A trajetória de alta do Ibovespa foi acompanhada por valorizações em ações exportadoras e ligadas a commodities, que tendem a se beneficiar de um ambiente externo menos protecionista. Setores cíclicos, bancos e grandes blue chips como as principais empresas de minério e energia contribuíram para sustentar o rally. O Brasil sem negociação e trabalho do governo Lula, estava com tarifas americanas elevadas em vários setores.
Nos mercados internacionais, os principais índices de Wall Street também avançaram: o Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq fecharam em terreno positivo, reforçando o sentimento global de risco moderado.]
O que significa para o investidor
Recorde expressivo do Ibovespa: o índice atinge novo patamar histórico em meio a menor aversão ao risco global.
Dólar em queda faz parte da estratégia de Trump: a desvalorização do dólar frente ao real melhora o cenário para mercados emergentes e reduz pressão sobre custos de empresas com dívidas externas.
Menos protecionismo global: a limitação do poder tarifário executivo nos EUA reduz uma das principais fontes de incerteza para o comércio e investimentos internacionais.



