Debêntures Podem ser Alternativa com a Selic em Queda

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Debêntures Podem ser Alternativa com a Selic em Queda
Debêntures Podem ser Alternativa com a Selic em Queda

Debêntures Podem ser Alternativa com a Selic em Queda

Em tempo de queda na taxa de juros os investidores começam a perceber que muitos hábitos relativos aos investimentos precisam ser mudados. Um deles era o conforto da renda fixa que remunerava muito bem.

Agora o investidor precisa se esforçar mais, estudar, buscar aprofundar seus conhecimentos para tentar resultados melhores, visto que a renda fixa oferece ganho real cada dia mais insignificante.

Neste cenário opções de renda fixa com maior risco podem ser uma opção para tentar turbinar a carteira de investimentos. É importante deixar claro que estes investimentos com maior risco jamais pode ser pensado como único investimento, ou mesmo como forma de alocar recursos de suas únicas economias.

Debêntures

A debênture é um título de dívida que gera um direito de crédito ao investidor. Ou seja, o mesmo terá direito a receber uma remuneração do emissor (geralmente juros) e periodicamente ou quando do vencimento do título receberá de volta o valor investido (principal). No Brasil, as debêntures constituem uma das formas mais antigas de captação de recursos por meio de títulos.

Estes títulos são emitidos por sociedades anônimas de capital aberto ou fechado e utilizadas para financiar projetos ou reestruturar dívidas da empresa. Tem como vantagens na captação de recursos a diminuição do seu custo médio, o alongamento e a adequação do seu perfil e a diminuição significativa das garantias utilizadas.

Com esta prática, uma companhia em vez de tomar um empréstimo junto ao banco, pode realizar uma emissão de debêntures para captar recursos e aplicar em projetos que, por exemplo, aumentarão a sua capacidade produtiva ou permitirão a sua entrada em um novo segmento de negócios.

Ela funciona como um título de dívida em que seu investimento é um empréstimo para determinada empresa que não seja uma instituição financeira ou uma instituição de crédito imobiliário. Assim o investidor se torna um credor da empresa em questão e recebe juros fixos ou variáveis ao final do período pactuado.

Quais as  vantagens?

Como se trata de um investimento em renda fixa, o investidor tem a previsão do fluxo de caixa dos pagamentos de remuneração e amortizações do título. A rentabilidade é atrativa quando comparada a outros produtos de renda fixa.

É um título bastante flexível que viabiliza à empresa emissora estruturar operações de médio ou longo prazos de acordo com as suas necessidades de recursos. Além de permitir o estabelecimento de diferentes características em termos de garantia. Podem ser usadas como garantia a conversibilidade em ações, remuneração, repactuação ou mesmo de alteração de suas características pela denominada Assembleia Geral de Debenturistas (AGD).

Repactuação

Ela é uma possibilidade de renegociar as condições acertadas com os debenturistas, de forma a adequar as características dos títulos às condições de mercado. Em geral, a debênture apresenta custos de captação menores para os emissores, especialmente em relação a empréstimos bancários de curto prazo.

Os Riscos

O principal risco das debêntures é o de crédito da empresa emissora. Na prática, é a possibilidade de que aquela companhia que emitiu o título da dívida deixe de honrar seus compromissos, seja envolvida em uma intervenção, processo de insolvência ou pedido de falência.

Sobre esse aspecto, é essencial deixar claro que esse título não é protegido pelo Fundo Garantidor de Créditos. O FGC é a organização não governamental que banca o saldo de aplicações de renda fixa como CDB e LCI/LCA em um limite máximo de R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira emissora em caso de quebra.

Por isso, é importante ficar atento às agências de classificação de risco, que traçam o perfil de risco das debêntures emitidas.

Assim, mesmo não entendendo completamente o balanço de uma companhia, você pode ter esse selo de aprovação da agência.

Fique atento

As debêntures são tributadas conforme a tabela regressiva do Imposto de Renda, de 22,5% a 15%, dependendo do tempo do investimento, de menos 180 dias a mais de 720 dias.
Muitos títulos de debêntures oferecem retornos acima da média da renda fixa, superando inclusive muitos CDBs e LCIs e LCAs.
Esse tipo de aplicação tem maior risco do que investimentos protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos.

Ao investir em debêntures, é essencial fazer uma boa pesquisa sobre o balanço da empresa emissora para descobrir qual é o perfil do risco que você está encarando na aplicação.
Um dos principais aspectos ao analisar uma debênture é o tipo de garantia. As debêntures com garantias reais e flutuantes costumam oferecer menor risco. Alguns títulos desse tipo oferecem a possibilidade de o credor converter seu crédito em ações.

As debêntures podem ter rendimentos prefixados (com juro anual definido antes do investimento), pós-fixados (normalmente atrelados ao CDI, que segue de perto a Selic) ou híbridos (normalmente com juro fixo mais a variação do IPCA, a inflação oficial do país).
As debêntures incentivadas de infraestrutura oferecem isenção do Imposto de Renda, fator que pode influenciar muito positivamente no rendimento líquido do papel. Na hora de investir, é importante analisar aplicações menos arriscadas, como CDB e LCI/LCA, para compor sua carteira de investimentos.

Acompanhe no portal mais informações sobre debêntures e entenda melhor esta opção de investimento antes de iniciar suas operações.