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Mercados entram em semana de agenda crítica com IPCA-15, PIB brasileiro e inflação dos EUA no radar

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Mercados entram em semana de agenda crítica com IPCA-15, PIB brasileiro e inflação dos EUA no radar

A agenda da semana entre os dias 25 e 29 de maio promete ser uma das mais relevantes do calendário econômico de 2026, reunindo uma sequência de indicadores capazes de mexer diretamente com juros, câmbio, Bolsa e expectativas dos investidores em diversas partes do mundo.

No Brasil, os holofotes estarão voltados para a inflação medida pelo IPCA-15, o desempenho do PIB do primeiro trimestre e os dados do mercado de trabalho. Já nos Estados Unidos, os investidores acompanham com atenção a nova leitura do PIB americano, o índice de inflação PCE — principal referência do Federal Reserve — e números ligados ao consumo e emprego.

O conjunto de divulgações acontece em um momento delicado para os mercados globais, em que bancos centrais ainda tentam calibrar o ritmo dos juros diante de uma inflação resistente e sinais mistos de desaceleração econômica.

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Brasil: IPCA-15 e PIB podem redefinir expectativas para juros

A agenda doméstica começa já na segunda-feira com o Boletim Focus do Banco Central e indicadores de confiança da FGV, que ajudam a medir o humor de consumidores e empresários.

Ao longo da semana, entram em cena dados importantes de atividade, crédito, inflação e mercado de trabalho, mas o grande foco do mercado será dividido entre dois eventos centrais:

IPCA-15 de maio

Na quarta-feira, o IBGE divulga o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial do país. O indicador será acompanhado de perto porque pode alterar as projeções para os próximos passos da política monetária do Banco Central.

Uma leitura acima do esperado tende a reforçar preocupações inflacionárias e aumentar apostas de juros elevados por mais tempo. Já um dado mais fraco pode abrir espaço para expectativas de flexibilização monetária no segundo semestre.

PIB do 1º trimestre de 2026

Na sexta-feira, sai o resultado do PIB brasileiro do primeiro trimestre, considerado um dos dados mais importantes do mês para investidores e analistas.

O número deve mostrar se a economia brasileira iniciou 2026 mantendo ritmo forte de crescimento ou se já começam a surgir sinais mais claros de desaceleração, especialmente diante do crédito mais caro e dos juros elevados.

Além do PIB, a sexta-feira ainda terá:

  • Caged de abril;
  • Estatísticas fiscais do Banco Central;
  • Indicador de Incerteza da Economia;
  • Dados complementares sobre emprego formal.

Mercado de trabalho também ganha protagonismo

Outro ponto de atenção será a PNAD Contínua, divulgada na quinta-feira.

A taxa de desemprego funciona como termômetro importante da atividade econômica e da renda das famílias. Um mercado de trabalho ainda aquecido pode sustentar pressões inflacionárias e dificultar cortes de juros no curto prazo.

Também serão acompanhados os números de crédito e estatísticas monetárias do Banco Central, importantes para avaliar o comportamento do consumo e da inadimplência.

Estados Unidos: PCE e PIB podem mexer com os juros globais

No cenário internacional, os Estados Unidos concentram as maiores atenções da semana.

Os mercados seguem tentando antecipar quando o Federal Reserve poderá iniciar um ciclo mais consistente de cortes de juros — e os próximos indicadores podem alterar significativamente essas apostas.

PCE: inflação favorita do Fed

Na quinta-feira, será divulgado o índice PCE, considerado a principal métrica de inflação acompanhada pelo Fed.

O indicador mede a evolução dos preços ligados ao consumo das famílias e costuma ter peso decisivo nas decisões de política monetária americana.

Se a inflação vier acima das expectativas, o mercado pode voltar a precificar juros elevados por mais tempo nos EUA, fortalecendo o dólar e pressionando ativos de risco globalmente.

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Segunda leitura do PIB americano

Também na quinta-feira sai a segunda prévia do PIB do primeiro trimestre dos Estados Unidos.

O dado ajudará investidores a entenderem se a maior economia do mundo segue resiliente ou se já há sinais mais claros de desaceleração da atividade.

ADP, consumo e imóveis completam a agenda americana

Além do PCE e do PIB, a semana traz outros indicadores importantes nos EUA:

  • Relatório ADP de criação de empregos privados;
  • Pedidos semanais de seguro-desemprego;
  • Gastos pessoais e renda das famílias;
  • Pedidos de bens duráveis;
  • Vendas de casas novas;
  • Estoques de petróleo;
  • Dados do balanço patrimonial do Federal Reserve.

O conjunto de informações deve influenciar diretamente o comportamento do dólar, dos Treasuries e das Bolsas globais.

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Europa e Ásia também entram no radar

Na Europa, o Banco Central Europeu divulgará:

  • Atas da última reunião de política monetária;
  • Relatório de estabilidade financeira;
  • Indicadores de confiança econômica;
  • Expectativas de inflação.

Já na Alemanha, os investidores acompanham dados preliminares de inflação e desemprego.

Na Ásia, os destaques ficam por conta:

  • Da inflação japonesa;
  • Produção industrial e vendas no varejo no Japão;
  • Indicadores industriais da China;
  • Dados de investimento estrangeiro e lucro industrial chinês.

Esses números ajudam o mercado a medir o nível de recuperação da segunda maior economia do planeta.

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O que pode movimentar os mercados?

Os mercados devem reagir principalmente à combinação entre:

  • Inflação persistente;
  • Crescimento econômico;
  • Mercado de trabalho;
  • Perspectivas para juros globais.

Se os dados mostrarem economias ainda aquecidas e inflação resistente, investidores podem reduzir apostas em cortes de juros, pressionando ativos de risco.

Por outro lado, sinais mais claros de desaceleração econômica podem fortalecer expectativas de flexibilização monetária nos próximos meses.

Agenda econômica completa da semana

DataPaísIndicador
25/05BrasilBoletim Focus e confiança do consumidor
27/05BrasilIPCA-15 de maio
28/05BrasilPNAD Contínua e IPP
29/05BrasilPIB do 1º trimestre de 2026 e Caged
28/05EUAPCE, PIB americano e gastos pessoais
27/05EUARelatório ADP de empregos
28/05Zona do EuroAtas do BCE
29/05AlemanhaInflação preliminar e desemprego
28 e 29/05JapãoCPI, produção industrial e varejo