Consórcio da BlackRock vai assumir operador portuário do Panamá, após Trump afirmar que não aceitaria empresa do governo chinês dominar o canal

INVESTIDORES BRASIL

A CK Hutchison 0001.HK, de Hong Kong, concordou na terça-feira (4) em vender sua participação em um importante operador portuário do Canal do Panamá para um consórcio apoiado pela BlackRock Inc. O negócio acontece após intensa pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para conter a influência da China na região.

A venda de US$ 22,8 bilhões, que também inclui dezenas de portos em outros países, pareceu ser uma vitória para a diplomacia agressiva de Trump, poucas horas antes de ele divulgar os sucessos das primeiras seis semanas de seu segundo mandato em um discurso ao Congresso dos EUA.

AINDA: Empresas chinesas que receberam concessão para operar portos no Canal do Panamá, perderão o direito por inconstitucionalidade

Trump se recusou a descartar uma ação militar para afirmar o controle dos EUA sobre o canal. Trump reclamou da presença de empresas chinesas e de Hong Kong no Panamá, enquanto autoridades e políticos dos EUA disseram que o controle da CK Hutchison sobre os portos em ambas as entradas do canal representa um risco de segurança para a operação.

MAIS INFORMAÇÃO: Jornalista perseguido por Alexandre de Moraes afirma que “ministro é ligado ao PCC e Deep State”

Acesse as notícias que enriquecem seu dia em tempo real, do mercado econômico e de investimentos aos temas relevantes do Brasil e do mundo pelo telegram Clique aqui. Se preferir siga-nos no Google News: Clique. Você também pode entrar em nosso canal do Whatsapp para se informar sobre o tema

SAIBA: Paper Excellence busca na justiça internacional receber a empresa comprada da J&F. “Irmãos Batista usa

A venda das licenças fará com que o consórcio ganhe uma participação de 90% na Panama Ports Company, que é a operadora dos portos de Balboa e Cristóbal no país centro-americano há mais de duas décadas, disse a CK Hutchison em um comunicado. A BlackRock informou a Casa Branca e a liderança do Congresso sobre o acordo, disse uma pessoa familiarizada com a transação à agência Reuters.

Esse será o maior investimento em infraestrutura da BlackRock até o momento, disse essa pessoa. O Departamento de Estado dos EUA, a Casa Branca, o Conselho de Segurança Nacional e o governo do Panamá não responderam aos pedidos de comentários.

LEIA: Obcecado por recuperar a popularidade Lula quer baixar inflação

ACESSO AO GRUPO VIP INVESTIDORES BRASIL

As autoridades do Panamá anunciaram uma auditoria do contrato da CK Hutchison, sob argumento de que estão investigando sua conformidade com os contratos de concessão. O procurador-geral do Panamá determinou no início deste mês que o contrato portuário da CK Hutchison era “inconstitucional”. A Suprema Corte deverá dar a última palavra sobre seu status legal.

AINDA: Brasileiros que desaprovam governo Lula continuam crescendo em nova pesquisa

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, fez sua primeira viagem ao exterior como principal diplomata dos EUA para a América Latina no mês passado, inclusive para o Panamá, onde pressionou o país sobre a presença da China ao longo do canal. Após sua partida, Rubio elogiou a decisão do Panamá de sair do plano de infraestrutura Belt and Road da China e expressou otimismo em entrevistas à mídia de que a Hutchison não seria proprietária dos portos no futuro.

A venda das licenças portuárias do Panamá detidas pela unidade do conglomerado do bilionário Li Ka-shing aliados do governo comunista chines, a um consórcio que inclui a BlackRock, a Global Infrastructure Partners e a Terminal Investment lhe dará o controle de uma participação de 80% na Hutchison Ports por um valor patrimonial de US$ 14,21 bilhões. A empresa obterá o controle de 43 portos, compreendendo 199 berços em 23 países, ao mesmo tempo em que entregará receitas em dinheiro superiores a US$ 19 bilhões para o consórcio com sede em Hong Kong.

MAIS: Brasil tem déficit milionário na balança comercial o maior desde 2015

A venda não envolve qualquer participação na Hutchison Port Holdings Trust, que opera portos em Hong Kong e Shenzhen, bem como no sul da China, ou quaisquer outros portos na China continental, disse a CK Hutchison. O consórcio concordou que as negociações seriam feitas em caráter de exclusividade por um período de 145 dias, informou a empresa.

A BlackRock concluiu a aquisição da Global Infrastructure Partners por aproximadamente US$ 12,5 bilhões em dinheiro e ações em outubro passado. Na época, o presidente e CEO Larry Fink descreveu a infraestrutura como “uma oportunidade de investimento geracional”.

O que o mercado não quer que você saiba

Chega de receber informação controlada?

Receba gratuitamente no seu e-mail aquilo que o mercado sabe mas não divulga.

  • ✓ Informação independente
  • ✓ O que as instituições financeiras não querem que o brasileiro saiba
  • ✓ Tome suas decisões sem depender de influenciadores pagos pelo mercado
  • ✓ Entenda quem ganha e quem perde em cada movimento, e porque
Publicidade
Publicidade
Regiane Alves
Regiane Alveshttp://www.investidoresbrasil.com.br
Estrategista focada em proteger o investidor pessoa física dos conflitos de interesse dos grandes bancos e corretoras. Jornalista com formação em Ciências Contábeis e especialização em Mercado de Capitais. Especialista em Criptomoedas e Blockchain pela Universidade de Nicósia
spot_img

Últimas

Publicidade

RELACIONADOS

PUBLICIDADE