Após PF apontar relacionamento financeiro entre Toffoli e dono do Banco Master, ministro afirma que vendeu sua parte anônima em Resort milionário

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A Polícia Federal solicitou ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a suspeição e afastamento de Dias Toffoli da relatoria do processo que investiga as fraudes do Banco Master, a partir da constatação nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro de referências comprometedoras ao ministro. O G1 informou que mensagens periciadas pela PF teriam referências de pagamentos a Toffoli oriundos do Master.

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O empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e também investigado, faz referências a esses pagamentos em mensagens ao banqueiro. O próprio ministro também teria enviado mensagens mencionando pagamentos, mas de forma cifrada. Há informações dando conta de que um fundo ligado ao Master teria enviado repasses de Vorcaro ao ministro.

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Porém, por meio de interlocutores, Toffoli resolveu agora explicar haver recebido dinheiro da Maridt, empresa da qual era sócio dos irmãos, por ter vendido sua participação anônima no resorte Tayayá para um fundo ligado ao Banco Master. Funcionários do local afirmaram que Toffoli é o dono do local e tem casa particular no mesmo, além de realizar festa de Fim de ano exclusiva para convidados em 2025.

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A PF teria encontrado também várias conversas de Vorcaro com o ministro, que tomou para sí o caso para o Supremo Tribunal Federal (STF) para assumir sua relatoria, após uma viagem de jatinho com advogado do Master, o qual não teria foro para ser julgado no STF, como primeira medida, decretou “sigilo máximo?” das investigações.

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Os achados da PF seriam tão graves e comprometedores que a PF optou por levar o material diretamente ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, e não ao ministro relator do caso, em razão de evidências de seu comprometimento e amizade pessoal com o banqueiro e advogados.

A PF também teria solicitado a abertura de três novos inquéritos no âmbito do STF para investigar pessoas com a chamada prerrogativa de foro ou “foro privilegiado”.

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A transparência Internacional no mês passado pediu em suas redes sociais que os irmãos do ministro, inclusive um dele padre, precisam explicar a origem de seu patrimônio e e transferência vultuosa para empresa offshore.

O salário de Dias Toffoli como servidor público é de pouco mais de R$ 45 mil.

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Lucas Lopes Lopes
Lucas Lopes Lopes
Jornalista cubro editorias de economia há 10 anos. Especializado em criptoativos e-mail: [email protected]
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