A terceira fase da Operação Barco de Papel, conduzida pela Polícia Federal (PF), ganhou repercussão nacional na manhã de 11 de fevereiro de 2026, após um dos ocupantes de um apartamento no 30º andar, em Balneário Camboriú (SC), arremessar uma mala com R$ 429 mil em espécie pela janela ao perceber a chegada dos agentes.
O dinheiro foi recuperado e apreendido pela PF. O episódio ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão no âmbito da investigação que apura supostas irregularidades na aplicação de recursos do Rioprevidência em Letras Financeiras do Banco Master.
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Até o momento, a Polícia Federal não divulgou oficialmente o nome da pessoa que arremessou a mala com dinheiro pela janela.
As autoridades confirmaram apenas que se tratava de um dos ocupantes do imóvel alvo da operação. Segundo reportagens, esse homem não era o principal alvo da investigação original e passou a ser investigado após o episódio envolvendo o numerário.
Ou seja, a identidade do autor do ato permanece sob sigilo nas comunicações oficiais da PF.
Mala estava em endereço do ex-presidente do Rioprevidência
O principal investigado no caso é Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência.
Ele foi preso em 3 de fevereiro de 2026, na segunda fase da Operação Barco de Papel, dias antes do episódio da mala. Portanto, Marcon Antunes já estava sob custódia quando ocorreu a ação em Balneário Camboriú.
Isso significa que não foi ele quem jogou o dinheiro pela janela, esclarecimento importante diante da confusão inicial nas redes sociais.
O que está sendo investigado no caso Banco Master
A Operação Barco de Papel apura possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional, envolvendo a aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões do Rioprevidência em títulos emitidos pelo Banco Master.
Entre os pontos sob investigação estão:
- Eventual gestão temerária de recursos previdenciários
- Aplicações incompatíveis com o perfil de risco do fundo
- Possível favorecimento na aquisição de Letras Financeiras
- Obstrução de investigação
A Justiça Federal autorizou os mandados com base em indícios de irregularidades e risco de ocultação de provas.
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Mala com R$ 429 mil e as implicações jurídicas
A apreensão de R$ 429 mil em espécie adiciona um novo vetor à investigação.
Em operações financeiras regulares, grandes volumes de numerário costumam levantar questionamentos sobre:
- Origem dos recursos
- Compatibilidade com renda declarada
- Eventual tentativa de ocultação patrimonial
Embora manter dinheiro em espécie não seja crime por si só, o contexto — cumprimento de mandado judicial e tentativa de dispersão do valor — pode influenciar a análise das autoridades quanto à intenção do ato.
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Impacto institucional
O caso envolve:
- Um fundo previdenciário estadual
- Recursos próximos de R$ 1 bilhão
- Títulos de uma instituição financeira privada
- Investigação por possíveis crimes contra o sistema financeiro
Até o momento, não há indicação de risco sistêmico ao setor bancário. O foco permanece na apuração de responsabilidades individuais e eventuais falhas de governança na gestão dos recursos públicos.
O episódio da mala tornou-se símbolo visual da operação, mas o núcleo da investigação está na destinação de recursos do Rioprevidência ao Banco Master.
A investigação segue em andamento. Os envolvidos têm direito à ampla defesa e ao contraditório. Novos desdobramentos dependerão da análise técnica do material apreendido e da evolução das medidas judiciais.








