Relatório aponta indícios em consignados, cita Moraes, Daniel Vorcaro e classifica banco como “um dos maiores fraudadores” contra beneficiários do INSS
O relatório final da CPMI do INSS recomenda que a Polícia Federal investigue a relação entre os ministros Dias Toffoli e Moraes com o empresário Daniel Vorcaro, além de apurar um contrato de R$ 129 milhões firmado entre Vorcaro e Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes do STF, com verificação de indícios de tráfico de influência em operações de crédito consignado vinculadas ao INSS.
O que o relatório pede formalmente
O parecer do relator Alfredo Gaspar consolida elementos obtidos ao longo da investigação — incluindo depoimentos, documentos e dados analisados pela comissão — e determina encaminhamento à:
- Polícia Federal
- Procuradoria-Geral da República
- Senado Federal
Entre os pontos:
- investigação da relação entre Dias Toffoli e Daniel Vorcaro
- apuração do contrato de R$ 129 milhões com Viviane Barci de Moraes
- verificação de indícios de tráfico de influência
Declaração do relator (ponto central do caso)
Com base nas apurações realizadas, Alfredo Gaspar afirmou:
o Banco Master foi classificado como “um dos maiores fraudadores de empréstimo consignado” para aposentados e pensionistas do INSS
Declaração do presidente da CPMI
Em entrevista à CNN, o presidente da comissão, Carlos Viana, afirmou:
“Ações dos ministros em áreas particulares, na qual há a hipótese de que o ministro tenha feito advocacia administrativa, tenha usado do cargo para ajudar o Banco Master e teria, em tese, recebido pelo escritório da mulher, com um contrato totalmente fora do mercado, isso tem que ser investigado. O Senado tem que se debruçar numa comissão de investigação, a PGR tem que fazer seu papel de pedir a abertura de inquérito, assim como em relação a Dias Toffoli”
Contrato de R$ 129 milhões: foco direto da apuração
O relatório aponta como objeto específico de investigação:
- contrato de R$ 129 milhões
- entre Daniel Vorcaro
- e Viviane Barci de Moraes
A linha de apuração é a verificação de indícios de tráfico de influência.
Posicionamentos até a publicação:
- o escritório de Viviane Barci informou que não irá se manifestar
- Alexandre de Moraes e Dias Toffoli não responderam
Conflito institucional: decisão encerra a CPMI
O relatório foi apresentado após decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou a liminar do ministro André Mendonça, que permitia a prorrogação da comissão.
Com isso:
- a CPMI foi encerrada
- o relatório final passou a concentrar todos os encaminhamentos
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Escala das operações: R$ 701,2 milhões em consignado
A CPMI identificou:
- R$ 701,2 milhões em operações de crédito consignado
- realizadas por aposentados e pensionistas
- com o Banco Master
- entre janeiro de 2023 e novembro de 2025
Esse volume levou ao aprofundamento das apurações sobre o chamado “Caso Master”.
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Dados sob sigilo e divulgação pública
O relatório registra que:
- dados de celulares apreendidos de Daniel Vorcaro foram enviados à CPMI
- o material estava sob sigilo
- conteúdos desses dados vieram a público por meio da imprensa
Segundo os relatos:
- mensagens envolveM
- Dias Toffoli
- Alexandre de Moraes
- e Viviane Barci de Moraes
Não há confirmação sobre a origem da divulgação dessas informações.
Indiciamentos: mais de 200 nomes
O relatório solicita o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo:
- Fábio Luís Lula da Silva
A CPMI foi instalada em agosto de 2025 para investigar fraudes em aposentadorias e pensões do INSS.
O que isso revela sobre o consignado
O crédito consignado possui características específicas:
- desconto direto em folha
- alta previsibilidade de pagamento
- grande escala de concessão
Esse modelo exige controles rigorosos para evitar irregularidades em operações vinculadas a benefícios previdenciários.
O relatório consolida elementos coletados pela CPMI e formaliza pedidos de investigação às autoridades competentes, envolvendo operações de crédito consignado, contratos específicos e relações entre agentes públicos e privados.
Frase-chave do relatório
“um dos maiores fraudadores de empréstimo consignado”
Valor central do caso
R$ 129 milhões
Volume investigado
R$ 701,2 milhões em consignado



