Pesquisa Futura/100% Cidades ouviu 2.000 eleitores entre 11 e 15 de setembro; avaliação negativa do presidente chega a 47,2%
A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é de 44,1%, enquanto 53,1% dos eleitores desaprovam seu trabalho, segundo pesquisa Futura/100% Cidades divulgada nesta quinta-feira (17). Outros 2,7% não souberam ou não responderam. O levantamento foi realizado entre 11 e 15 de setembro com 2.000 eleitores em todo o Brasil.
Resumo executivo
- 53,1% desaprovam o trabalho de Lula;
- 44,1% aprovam;
- 47,2% avaliam o presidente como ruim ou péssimo;
- 36,5% classificam o trabalho como ótimo ou bom;
- 49,7% dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum;
- No 1º turno pesquisado, Lula aparece com 38,3%, contra 37,7% de Flávio Bolsonaro;
- No cenário de 2º turno entre os dois, Flávio tem 48,1% e Lula 43,7%, mas a diferença está dentro da margem de erro.
Aprovação fica abaixo da desaprovação
A diferença entre desaprovação e aprovação é de 9 pontos percentuais no levantamento Futura/100% Cidades.
Entre os entrevistados, 53,1% afirmaram desaprovar o trabalho de Lula, enquanto 44,1% disseram aprová-lo. Outros 2,7% não souberam ou não responderam.
A pesquisa mede a percepção dos eleitores sobre o trabalho do presidente e não deve ser confundida com intenção de voto.
Avaliação negativa chega a 47,2%
Quando a pergunta muda de aprovação para avaliação do desempenho, 47,2% classificam o trabalho de Lula como ruim ou péssimo.
Na outra ponta, 36,5% consideram o desempenho ótimo ou bom. Outros 15,8% avaliam como regular, enquanto 0,5% não souberam ou não responderam.
A diferença entre os indicadores é relevante porque aprovação e avaliação são perguntas distintas: a primeira mede se o eleitor aprova ou desaprova o trabalho do presidente; a segunda distribui a percepção entre categorias de desempenho.
Rejeição de Lula chega a 49,7%
A pesquisa também perguntou em qual candidato o entrevistado “não votaria de jeito nenhum” para presidente.
Lula aparece com 49,7% de rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro registra 45,3%. Os demais nomes testados ficaram abaixo desse patamar.
O levantamento registrou ainda 1,6% que rejeitam todos, 1,7% que não rejeitam nenhum candidato e 1,9% que não souberam ou não responderam.
MAIS INFORMAÇÃO: Jantar na casa de Moraes com Lula e Alcolumbre teria discutido como enfraquecer André Mendonça; ministro concentra casos de Lulinha e Banco Master
Mais publicidade, enquanto a realidade econômica segue no centro da percepção
O resultado da pesquisa aparece em um cenário no qual o governo Lula ampliou fortemente os recursos destinados à comunicação institucional, enquanto indicadores econômicos continuam impondo desafios à população.
No primeiro semestre de 2026, o governo Lula empenhou R$ 520 milhões em comunicação institucional, segundo levantamento da Folha com base em dados do Siafi e informações posteriormente confirmadas pela Secretaria de Comunicação Social (Secom). O valor foi mais que o dobro dos R$ 213,5 milhões empenhados pelo governo Bolsonaro no primeiro semestre de 2022, em valores atualizados pela inflação.
Ao mesmo tempo, o próprio Ministério da Fazenda elevou de 4,5% para 5,1% a projeção para o IPCA (inflação) de 2026 em seu Boletim Macrofiscal de julho.
Esse contraste ajuda a contextualizar o resultado da Futura/100% Cidades: mesmo com uma estrutura ampliada de comunicação institucional e centenas de milhões de reais empenhados em publicidade, 53,1% dos entrevistados desaprovam o trabalho de Lula, enquanto 44,1% aprovam. As pessoas estão atentas a realidade que estão vivendo na economia, na segurança e na realidade que o país vem atravessando nos últimos 4 anos, do que simplesmente em propagandas.
A pesquisa, isoladamente, não permite afirmar que a publicidade tenha causado ou deixado de causar qualquer efeito sobre a opinião dos eleitores. O dado objetivo é outro: a comunicação oficial pode ampliar a exposição do governo, mas a aprovação presidencial continua sendo determinada pela resposta declarada dos entrevistados.
Em última análise, os números colocam frente a frente duas dimensões diferentes: a mensagem que o governo leva ao público por meio da publicidade paga com recursos públicos do próprio cidadão e a avaliação que os próprios brasileiros fazem do governo Lula quando são diretamente questionados.
SAIBA MAIS: População em situação de rua quase dobra no governo Lula: o que mostram os dados oficiais
Disputa do 1º turno aparece numericamente apertada
No cenário estimulado para o primeiro turno, Lula aparece com 38,3% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 37,7%.
Augusto Cury registra 6,5%; Ronaldo Caiado, 4,5%; e Renan Santos, 3,4%. Pablo Marçal aparece com 1,9%, enquanto Romeu Zema tem 1%.
Brancos, nulos e a opção “ninguém” somam 2,7%, e 3,4% estão indecisos ou não responderam.
Os números representam o retrato da intenção de voto no período em que as entrevistas foram realizadas, entre 11 e 15 de setembro, e não uma projeção do resultado eleitoral.
Segundo turno: diferença fica dentro da margem de erro
No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento registra 48,1% para Flávio e 43,7% para Lula.
A diferença numérica é de 4,4 pontos percentuais. Entretanto, a pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, razão pela qual o próprio levantamento classifica o cenário como empate técnico.
A pesquisa também testou outros quatro cenários de segundo turno:
- Ronaldo Caiado: 45,1% contra 41,9% de Lula;
- Lula: 44,7% contra 40,6% de Romeu Zema;
- Lula: 44,5% contra 39,3% de Renan Santos;
- Augusto Cury: 44,8% contra 41,5% de Lula.
MAIS INFORMAÇÃO: A “turma” de Vorcaro lamentou saída de Toffoli da relatoria do Banco Master e o sorteio de Mendonça no STF, aponta PF
Metodologia e registro no TSE
A pesquisa Futura/100% Cidades entrevistou 2.000 eleitores brasileiros entre 11 e 15 de setembro de 2026.
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00749/2026 e, teve custo de R$ 160 mil, pago com recursos próprios.
O que os números mostram
O levantamento reúne três indicadores distintos sobre Lula: aprovação, avaliação do desempenho e intenção de voto.
Na aprovação, a desaprovação supera a aprovação por 9 pontos. Na avaliação qualitativa, a parcela que classifica o trabalho como ruim ou péssimo também é superior à que o considera ótimo ou bom. Já nos cenários eleitorais, a pesquisa mostra uma disputa de primeiro turno numericamente próxima e um cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro dentro da margem de erro.
Esses indicadores não são equivalentes e devem ser analisados separadamente. O resultado da pesquisa representa a opinião dos entrevistados no período de coleta e está sujeito à margem de erro informada pelo instituto.
Fonte: Futura/100% Cidades, pesquisa divulgada em 17 de setembro de 2026.








