Risco de liquidez precisa ser considerado afirma, Campos Neto

INVESTIDORES BRASIL

Risco de liquidez foi assunto para o presidente do BC. O custo de rolagem da dívida global “preocupa bastante” e traz risco de liquidez, tema que deverá ser debatido nos próximos seis meses, disse Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, durante o X Seminário Anual de Política Monetária, do Centro de Estudos Monetários (CEM) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), no Rio de Janeiro.

LEIA: Ibovespa cai 3% na semana na contramão da maioria das bolsas pelo mundo. Financial Times publica espanto sobre ações do STF

“Desde o ano passado, eu tenho uma grande preocupação com o tema da dívida pública global. Se você olhar a dívida de EUA, Europa e Japão, a gente está falando de dois terços da dívida, com um custo de rolagem que multiplicou por 3,4 vezes”, comentou.

VEJA: Haddad se irrita e não responde deputado. “Porquê não corta super salários antes de criar tributação”

Para ele, com o custo do endividamento global, as empresas já reagem nas decisões sobre rolagem de seus débitos. “O custo de rolagem é uma coisa que preocupa bastante. Isso já começou a mostrar rachaduras”, comentou. “Já há um movimento de empresas olhando e falando ‘eu não quero rolar essa dívida nesse preço. Então, vou aceitar ficar com um duration mais baixo’.”

AINDA: Governo Lula consegue recorde de endividamento do Brasil, e coloca Dilma em 2º lugar

Na avaliação de Campos Neto, a perspectiva é de risco de liquidez no horizonte. “É muito difícil de imaginar que dois terços da dívida global custam 3,4 vezes mais caro, que a dívida subiu 15% do PIB nesse período e que a gente vai passar isso sem nenhum problema de liquidez em algum momento”, afirmou. “É impressionante o quanto isso vai tirar de liquidez até o final de 2025. Vejo que isso é pouco falado”, apontou, acrescentando: “É um tema que vai ser debatido nos próximos seis meses.”

MAIS: Governo suspende leilão para importar arroz após países incluírem “custo da propaganda”

Acesse as notícias que enriquecem seu dia em tempo real, do mercado econômico e de investimentos aos temas relevantes do Brasil e do mundo pelo telegram Clique aqui. Se preferir siga-nos no Google News: Clique aqui. Acompanhe-nos pelo Canal do Whastapp. Clique aqui

LEIA: Marcelo Odebrecht ganha de Toffoli no STF, anulação de todos os atos da justiça sobre ele na operação Lava Jato. Na Suíça os crimes continuam ativos

ACESSO AO GRUPO VIP INVESTIDORES BRASIL

Abordando o tema do comércio internacional, Campos Neto frisou que as exportações globais hoje estão muito concentradas em serviços digitais e apontou, como tema atual, a remontagem das cadeias, na qual o Brasil pode se inserir com o movimento de nearshoring (transferência de operações de negócios para países próximos) e de friendshoring (realocação de partes da cadeia de suprimentos para países que têm relações políticas estáveis). “A gente sempre imagina que o Brasil é um excelente candidato.”

AINDA: UOL publica reportagem fake segundo Moraes

O presidente do BC também apontou que México e Vietnã permanecem como destinos de investimentos internacionais. “Quando se fala em greenfield, a gente basicamente está falando de México e Vietnã. A gente não viu muito investimento em outros países”, citou, complementando: “Para as empresas, isso está muito mais custoso do que se imaginava.”

MAIS: Rodrigo Pacheco negocia com governo oportunidade para se manter no poder com a proximidade do fim de seu mandato, afirma Folha

O que o mercado não quer que você saiba

Chega de receber informação controlada?

Receba gratuitamente no seu e-mail aquilo que o mercado sabe mas não divulga.

  • ✓ Informação independente
  • ✓ O que as instituições financeiras não querem que o brasileiro saiba
  • ✓ Tome suas decisões sem depender de influenciadores pagos pelo mercado
  • ✓ Entenda quem ganha e quem perde em cada movimento, e porque
Publicidade
Publicidade
Eloisa Shoes
Eloisa Shoes
Apresentadora de podcast e redatora. Especialista em finanças pela PUC Minas
spot_img

Últimas

Publicidade

RELACIONADOS

PUBLICIDADE