A morte de Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, o narcotraficante El Mencho — líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) e um dos criminosos mais procurados da América — desencadeou uma onda de violência em grande parte do México e gerou uma série de alertas de segurança e interrupções no transporte aéreo internacional.
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A operação das forças federais mexicanas em 22 de fevereiro de 2026, na qual El Mencho foi morto, contou com o apoio de inteligência dos Estados Unidos e atingiu o principal chefe do CJNG, uma das organizações mais influentes no tráfico global de drogas. A ação, porém, precipitou uma escalada de confrontos com grupos ligados ao cartel em pelo menos 16 dos 32 estados mexicanos, com relatos de bloqueios de estradas, incêndios criminosos em veículos e estabelecimentos, tiroteios e caos nas rodovias.
Impactos imediatos no transporte aéreo
As repercussões atingiram diretamente o setor aéreo. Companhias dos Estados Unidos e do Canadá — incluindo United Airlines, American Airlines, Delta e Air Canada — cancelaram dezenas de voos com destino a destinos turísticos e urbanos como Puerto Vallarta, Guadalajara e Manzanillo, citando preocupações com a segurança e bloqueios de acesso às pistas.
Relatórios internacionais indicam ainda que aeroportos como o de Cancún registraram dezenas de voos atrasados ou cancelados, deixando passageiros e turistas em situação de incerteza e com itinerários alterados.
Alertas diplomáticos e orientações de governos estrangeiros
Em resposta ao agravamento da violência, embaixadas de diversos países emitiram alertas de viagem e de segurança dentro do México.
A Embaixada dos Estados Unidos orientou cidadãos americanos a permanecerem em locais seguros e evitar deslocamentos não essenciais, mencionando restrições de transporte e suspensão de serviços em várias regiões.
Autoridades do Reino Unido, Espanha, Alemanha, França e Canadá também emitiram avisos para que os próprios nacionais evitem viagens não essenciais, reduzam movimentos e sigam instruções das autoridades locais.
Países da América Latina, como Argentina, Bolívia e Equador, alertaram seus cidadãos a reconsiderarem itinerários e a acompanharem atualizações de segurança.
Reação do governo mexicano e situação em solo
Apesar do cenário de tensão, a presidente Claudia Sheinbaum afirmou que “a maior parte do território nacional permanece em funcionamento normal”, com esforços coordenados entre autoridades federais e estaduais.
Entretanto, a violência tem causado suspensão de aulas, interrupções de eventos públicos e fechamento de serviços de transporte e comércio em vários estados, refletindo um aumento acentuado dos riscos de segurança civil em áreas afetadas.



