
A Polícia Federal aprofundou nesta quinta-feira o cerco contra o entorno de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, ao afastar uma delegada da corporação suspeita de integrar o grupo clandestino conhecido como “A Turma”.
A nova fase da operação Compliance Zero também prendeu outra agente da PF e levou à detenção de Henrique Vorcaro, pai de Vorcaro e apontado pelos investigadores como participante das fraudes bilionárias atribuídas ao esquema investigado.
Segundo a investigação, o grupo atuava para obter informações sigilosas, monitorar adversários e intimidar jornalistas, críticos e ex-integrantes ligados ao conglomerado financeiro.
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PF investiga uso ilegal de sistemas sigilosos
A delegada afastada atua em Minas Gerais e, conforme os autos, seria casada com um agente aposentado da Polícia Federal.
Os investigadores apontam que consultas consideradas ilegais foram realizadas em sistemas restritos da corporação para atender interesses relacionados ao núcleo de Vorcaro.
A suspeita elevou o grau de preocupação dentro da PF por envolver possível infiltração institucional e utilização indevida de mecanismos de inteligência estatal em benefício privado.
O avanço da operação ocorre em meio ao aumento da pressão sobre estruturas financeiras privadas investigadas por supostas irregularidades envolvendo movimentações bilionárias, acesso privilegiado a dados sigilosos e influência sobre agentes públicos.
O que era “A Turma”
De acordo com a Polícia Federal, o grupo chamado “A Turma” funcionava como uma estrutura paralela de monitoramento e intimidação.
As investigações apontam que o núcleo era comandado por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, ao lado de Luiz Philipi Mourão.
As conversas obtidas pelos investigadores revelariam discussões sobre ações contra pessoas consideradas “ameaças” aos interesses do conglomerado financeiro.
Entre os alvos monitorados estariam jornalistas investigativos, ex-funcionários, operadores do mercado financeiro e indivíduos classificados internamente como opositores de Vorcaro.

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Caso amplia tensão sobre o Banco Master
A nova fase da Compliance Zero aumenta a crise em torno do Banco Master e amplia o desgaste institucional provocado pelas investigações.
O caso ganha dimensão ainda maior por envolver integrantes da própria Polícia Federal em suspeitas de vazamento de informações, acesso ilegal a bancos de dados sigilosos e possível atuação coordenada para proteger interesses privados.
Nos bastidores do mercado financeiro, a investigação já é vista como uma das mais sensíveis dos últimos anos por misturar supostas fraudes financeiras, influência institucional e pressão sobre críticos do sistema.
Especialistas avaliam que o avanço das apurações pode gerar novos desdobramentos regulatórios, jurídicos e políticos, principalmente se surgirem provas de utilização indevida de estruturas públicas para interesses empresariais que atuam contra o dinheiro dos brasileiros.

Por que o caso chama atenção do mercado
O episódio ocorre em um momento de forte sensibilidade no sistema financeiro brasileiro, especialmente sobre a fiscalização e o favorecimento nas negociações de crédito privado, captação agressiva e governança de instituições financeiras no Brasil.
A presença de agentes públicos entre os investigados amplia o potencial de repercussão política e institucional do caso, elevando a pressão sobre órgãos de fiscalização, controle e transparência.