Gerp aponta Flávio com 55% contra 45% de Lula nos votos válidos para a eleição presidencial; rejeição do presidente chega a 53%

Pesquisa mostra vantagem de dez pontos para Flávio Bolsonaro no segundo turno, enquanto Lula registra maior rejeição e desaprovação do governo supera aprovação; outros levantamentos indicam diferença menor entre os candidatos.

Flávio Bolsonaro aparece à frente de Luiz Inácio Lula da Silva na nova pesquisa Gerp sobre o segundo turno da eleição presidencial de 2026. Considerando os votos válidos, o candidato do PL registra 55%, contra 45% do presidente.

Na intenção de voto total, que inclui brancos, nulos e indecisos, Flávio tem 53% e Lula, 44%. A diferença é de nove pontos percentuais.

O levantamento também traz outros indicadores desfavoráveis ao presidente: Lula registra rejeição superior à de Flávio, a desaprovação de seu governo supera a aprovação e o candidato do PL mantém vantagem também na pesquisa espontânea.

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Flávio chega a 55% nos votos válidos

No cenário estimulado, em que os nomes dos dois candidatos são apresentados aos entrevistados, Flávio Bolsonaro registra 53% das intenções de voto e Lula, 44%.

Outros 1% afirmam que não votarão em nenhum dos dois candidatos, enquanto 3% não sabem ou não responderam.

Quando brancos, nulos e indecisos são retirados do cálculo, Flávio alcança 55% dos votos válidos, contra 45% de Lula.

É esse o critério utilizado pela Justiça Eleitoral para determinar o vencedor de uma eleição.

A diferença de dez pontos encontrada pela Gerp supera a margem de erro informada pelo instituto, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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Resultado amplia distância registrada no primeiro turno

A comparação com as urnas mostra por que o levantamento chama atenção.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro terminou na liderança com 47,03% dos votos válidos. Lula obteve 45,16%.

A diferença entre os dois foi de aproximadamente 1,87 ponto percentual.

A pesquisa Gerp, portanto, apresenta uma distância substancialmente maior do que aquela registrada nas urnas no primeiro turno.

Isso não significa que o resultado de 25 de outubro será de dez pontos. Pesquisa eleitoral é uma fotografia do momento em que os entrevistados são ouvidos e está sujeita à margem de erro e às características metodológicas de cada instituto.

O dado relevante é que, dentro da amostra da Gerp, Flávio aparece com vantagem clara sobre o presidente.

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Rejeição de Lula chega a 53%

A rejeição é outro indicador importante do levantamento.

Questionados sobre em qual candidato não votariam de jeito nenhum, 53% dos entrevistados citaram Lula.

Flávio Bolsonaro registra rejeição de 42%.

A diferença é de 11 pontos percentuais.

Em uma eleição com apenas dois candidatos, a rejeição pode se tornar um dos principais limites para o crescimento eleitoral, porque reduz o universo de eleitores potencialmente disponíveis para uma candidatura.

No caso de Lula, o percentual de rejeição registrado pela Gerp também ultrapassa a metade dos entrevistados.

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Flávio lidera também na pesquisa espontânea

A vantagem se mantém quando os entrevistadores não apresentam previamente os nomes dos candidatos.

Na pesquisa espontânea, Flávio Bolsonaro aparece com 53% e Lula, com 40%.

Nesse tipo de levantamento, o eleitor precisa mencionar espontaneamente o nome do candidato em quem pretende votar.

O resultado indica que a liderança registrada pela Gerp não depende apenas da apresentação dos nomes dos concorrentes na pergunta estimulada.

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Governo tem mais desaprovação que aprovação

A pesquisa também avaliou o governo federal.

Segundo a Gerp, 49% dos entrevistados desaprovam o trabalho realizado pelo presidente Lula, enquanto 45% aprovam.

Outros 6% não souberam responder.

A avaliação do governo ganha peso adicional porque Lula disputa a reeleição enquanto ocupa a Presidência da República.

Diferentemente de um candidato de oposição, o presidente chega à campanha carregando também a avaliação acumulada de sua própria administração.

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59% acreditam que Flávio vencerá a eleição

A Gerp perguntou ainda aos entrevistados quem eles acreditam que vencerá o segundo turno, independentemente de sua própria intenção de voto.

Flávio Bolsonaro foi apontado por 59%.

Lula foi citado por 33%.

Esse resultado não mede intenção de voto e não deve ser interpretado como projeção eleitoral. Trata-se de um indicador sobre a percepção dos entrevistados a respeito de quem está em melhores condições de vencer.

Ainda assim, mostra que a percepção de favoritismo de Flávio dentro da amostra é maior do que sua própria intenção de voto.

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Outras pesquisas mostram vantagem menor

A Gerp apresenta um dos cenários mais favoráveis a Flávio Bolsonaro nesta etapa do segundo turno.

Outros levantamentos divulgados no mesmo período também colocam o candidato do PL numericamente à frente, mas com diferenças menores.

Pesquisa BTG/Nexus mostrou Flávio com 52% dos votos válidos e Lula com 48%.

Já o PoderData/AYA apontou 51% para Flávio e 49% para Lula.

A diferença entre os levantamentos não significa necessariamente que algum deles esteja errado. Institutos trabalham com amostras, métodos de coleta, ponderações e períodos de entrevistas diferentes.

Por isso, nenhuma pesquisa isolada deve ser tratada como resultado antecipado.

O ponto factual é que os levantamentos recentes mantêm Flávio Bolsonaro numericamente à frente, embora exista divergência significativa sobre o tamanho dessa vantagem.

O que passa a decidir a eleição

O primeiro turno já mostrou que a disputa começou apertada.

Flávio entrou no segundo turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, uma vantagem efetiva de cerca de 2,2 milhões de votos.

Agora, parte importante da eleição depende da redistribuição dos votos dos candidatos eliminados, da capacidade de cada campanha de reduzir rejeição e da mobilização do eleitorado no dia 25 de outubro.

A Gerp acrescenta um elemento relevante a esse cenário: dentro de sua amostra, Flávio não apenas lidera na intenção de voto, como também apresenta rejeição menor, vantagem na espontânea e percepção de vitória superior à de Lula.

Isso torna o levantamento politicamente relevante.

Mas o tamanho real da vantagem entre os candidatos continuará sendo testado pelas próximas pesquisas — e somente as urnas definirão o resultado.

Metodologia

A pesquisa Gerp ouviu 2.400 eleitores nos dias 8, 9 e 12 de outubro de 2026.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança informado de 95,55%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07877/2026.

O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro de 2026.

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Lucy Costa
Lucy Costa
Jornalista especializada em finanças e estatística. Você gosta de meus conteúdos? Entre em contato; email: [email protected]

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