Fechamento da economia por Coronavírus pode levar 500 milhões para pobreza segundo relatório

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Fechamento da economia por Coronavírus

Fechamento da economia por Coronavírus pode levar 500 milhões para pobreza segundo relatório. O alerta é da Oxfam, entidade da sociedade civil que atua em cerca de 90 países com campanhas, programas e ajuda humanitária.

Contudo, a entidade acredita que isso pode acontecer já na próxima semana, quando está prevista reunião entre ministros de Economia dos países do G20 (o grupo dos 20 países mais desenvolvidos), o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com o relatório da Oxfam, apesar de urgentes e necessárias, as medidas de distanciamento social. A restrição do funcionamento das cidades agravam a situação dos trabalhadores, com demissões, suspensão de pagamento de salários ou inviabilidade do trabalho informal.

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A publicação do relatório aconteceu nesta quinta-feira, 9, o mesmo utiiliza estimativas elaboradas pelo Instituto Mundial para a Pesquisa de Desenvolvimento Econômico, da Universidade das Nações Unidas. O trabalho foi liderado por pesquisadores do King’s College de Londres e da Universidade Nacional da Austrália.

Entretanto, o relatório aponta que os trabalhadores mais pobres, tanto nas nações ricas quanto nas pobres, atuam mais no mercado informal. Por esta razão, eles estão descobertos de diversas formas. Eles, por exemplo, não têm proteções trabalhistas e nem conseguem trabalhar de casa”, diz a entidade.

Em contrapartida, em todo o mundo apenas um em cada cinco desempregados tem acesso a benefícios como seguro-desemprego. Dois bilhões de pessoas trabalham no setor informal pelo mundo – 90% nos países pobres e apenas 18% nos países ricos.

No entanto, o relatório aponta que isso pode representar um retrocesso de uma década na luta contra a pobreza. Em algumas regiões, como a África subsaariana, o norte da África e Oriente Médio, essa luta pode retroceder em até 30 anos. Mais da metade da população global poderão estar na pobreza depois da pandemia”, de acordo com a entidade.

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