Uma portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) pelo GSI do governo Lula um órgão vinculado à Presidência da República chamou atenção nesta segunda-feira (22) ao trazer nomes genéricos como “Fulano de Tal” e “Cicrano de Tal” em um ato oficial de designação de militares.
O documento trata da nomeação de militares para funções na Secretaria de Segurança Presidencial, estrutura responsável pela proteção do chefe do Executivo e pela segurança de áreas sensíveis do governo federal.
O texto, no entanto, foge do padrão usual de publicações oficiais ao apresentar identificações genéricas no lugar de nomes completos dos servidores designados — algo que, em atos administrativos desse tipo, normalmente é obrigatório para garantir rastreabilidade e transparência.
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A portaria e as designações
No documento, militares do Exército Brasileiro, da Polícia Militar do Distrito Federal e da Marinha são designados para exercer a função de assistente na Secretaria de Segurança Presidencial, com direito à Gratificação de Representação da Presidência da República, nível IV.
Entre os nomes listados, constam referências genéricas como “Maj EB Fulano de Tal” e “1º Ten PMDF Cicrano de Tal”, além de um sargento da Marinha identificado nominalmente.

Inconsistência chama atenção
A presença de nomes genéricos em um ato oficial publicado no Diário Oficial da União foge do padrão administrativo aplicado em portarias de pessoal no serviço público federal.
Em regra, esse tipo de documento exige a identificação completa dos servidores, incluindo nome, posto ou graduação e órgão de origem, justamente para garantir validade jurídica, controle administrativo e transparência pública.
A inconsistência levanta questionamentos sobre a origem do erro — se ocorreu na elaboração da minuta, em falha de sistema interno ou na etapa de consolidação do texto antes da publicação oficial.
GSI de Lula e a segurança institucional da Presidência
O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) é o órgão responsável pela segurança do presidente da República, do vice-presidente e de estruturas estratégicas do governo federal.
A Secretaria de Segurança Presidencial, vinculada ao GSI, atua diretamente na proteção do chefe do Executivo, na coordenação de escoltas, deslocamentos oficiais e na segurança de áreas sensíveis do Palácio do Planalto.
Falha levanta questionamentos sobre processos internos
A presença de nomes genéricos em um ato oficial publicado no Diário Oficial da União levanta questionamentos sobre o rigor dos procedimentos internos de revisão e padronização de documentos dentro do GSI.
Embora possa se tratar de erro material ou falha de sistema em alguma etapa administrativa, o episódio expõe uma inconsistência incomum em um órgão responsável justamente por áreas sensíveis da segurança institucional da Presidência da República.
A ocorrência também abre espaço para discussões sobre o nível de controle e conferência aplicado antes da publicação de atos oficiais do Executivo federal.







