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iFood avança além do delivery e passa a disputar o controle do salão dos restaurantes

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iFood avança além do delivery e passa a disputar o controle do salão dos restaurantes

O iFood anunciou na quarta-feira (29) o lançamento do “iFood para Comer Fora”, ampliando sua atuação para o consumo presencial. A iniciativa inclui reservas de mesa, gestão de filas, descontos e cashback em restaurantes físicos. Como parte do movimento, a empresa também confirmou a aquisição da Get In.

A estratégia insere o iFood em uma nova etapa de monetização: o consumo dentro do salão, segmento que concentra a maior parte da receita dos restaurantes e onde a empresa ainda tinha baixa captura direta de valor.

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O que foi anunciado

Pelo lado do consumidor:

  • reservas de mesa via aplicativo
  • entrada em filas online
  • check-in no restaurante para ativar benefícios
  • acesso a descontos e cashback

Para os restaurantes:

  • gestão digital de filas e ocupação
  • ferramentas de atração de clientes dentro do app
  • acesso a dados de comportamento de consumo

Os testes iniciais ocorrem em Campinas (SP) e Curitiba (PR), com expansão condicionada aos resultados operacionais.

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Como o modelo funciona

A integração combina três frentes principais:

Geração de demanda

  • visibilidade dentro do aplicativo
  • campanhas promocionais direcionadas

Gestão de capacidade

  • reservas e filas digitais via tecnologia da Get In
  • melhor distribuição do fluxo ao longo do dia

Ativação por incentivo

  • descontos e cashback atrelados ao check-in presencial

Na prática, o iFood deixa de ser apenas um canal de pedidos e passa a atuar como intermediário também do consumo dentro do restaurante.

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O ativo central: dados

Com a nova camada, o iFood passa a consolidar:

  • histórico de pedidos (delivery)
  • comportamento no salão (presencial)

Isso permite:

  • segmentação mais precisa de campanhas
  • estímulo à recorrência
  • personalização de ofertas

Os dados são operados via Portal do Parceiro, já utilizado pelos estabelecimentos.

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O ponto crítico: dados + recorrência

Aqui está o ativo mais valioso.

Com essa integração, o iFood passa a:

  • saber onde você come, não só o que pede
  • cruzar consumo presencial + delivery
  • criar campanhas hiper segmentadas (cashback, promo, horários ociosos)

Isso reduz um dos maiores problemas do setor:

mesas vazias fora do pico (ociosidade = margem perdida)

Monetização: onde o dinheiro entra

Mesmo sem divulgar valores da aquisição da Get In, o modelo sugere múltiplas vias de receita:

  1. Comissão indireta via aumento de vendas
  2. Serviços SaaS para restaurantes (gestão + CRM)
  3. Publicidade interna (promoções destacadas no app)
  4. Cashback como ferramenta de incentivo controlado

O risco que o pequeno restaurante ignora

Esse movimento aumenta a dependência da plataforma:

Antes:

  • iFood controlava o delivery

Agora:

  • pode controlar também o fluxo do salão

Na prática:

o restaurante terceiriza não só a logística, mas também a geração de demanda presencial.

Celular exibindo recebimento de dividendos de R$ 3.250,00 com gráfico da bolsa de valores ao fundo para viver de renda
Renda Passiva, Viver de Renda. Imagem: Investidores Brasil

O tamanho da oportunidade

Segundo a empresa:

  • menos de 45% dos restaurantes oferecem reservas
  • cerca de 5 mil utilizam sistemas especializados

O cenário indica baixa digitalização do salão e espaço para plataformas que organizem a demanda.

O que muda na prática

  • restaurantes ganham previsibilidade de fluxo, mas aumentam dependência da plataforma
  • consumidores passam a receber incentivos para decidir onde comer
  • o iFood amplia controle sobre toda a jornada, do pedido ao consumo presencial

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Riscos e pontos de atenção

Para restaurantes

  • maior dependência de um único canal de aquisição
  • possível pressão sobre margens via promoções

Para o iFood

  • necessidade de educar o usuário para reservas via app
  • competição com soluções independentes de gestão

O movimento do iFood amplia seu papel no setor: de intermediador de delivery para gestor mais amplo da demanda em alimentação.

O ponto central não é a reserva de mesas, mas o avanço sobre o fluxo de clientes. Ao entrar no salão, a plataforma passa a influenciar diretamente onde, quando e como o consumo acontece — um nível de controle que antes ficava restrito ao próprio restaurante.