Leilão da Aneel fica com Cemig, Taesa entre outras

Leilão para transmissão de energia elétrica liberado pelo Governo
Patrocinado

Leilão da Aneel fica com Cemig, Taesa entre outras. Seis empresas venceram o leilão de transmissão de número 2 de 2022 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), realizado nesta sexta, com investimentos previstos de R$ 3,51 bilhões.

A agência contratou R$ 373,3 milhões em receita anual permitida (RAP), que remunera as transmissoras. O deságio médio foi de cerca de 38,2%, o que representa uma economia de R$ 5,8 bilhões aos consumidores ao longo do período de concessão, segundo a Aneel.

Pelas regras do leilão, vence o empreendedor que oferecer a menor RAP para construir e operar os empreendimentos de transmissão.

SAIBA AINDA: Gabriel Chalita deve ser o Ministro da Educação de Lula, indicado por Alexandre de Moraes

Confira os vencedores:

Lote I (MG/ES): Cemig (CMIG4), com RAP de R$ 16,995 milhões e deságio de 48%;

Lote 2 (RO): Energias do Brasil (ENBR3), com RAP de R$ 24,9 milhões e deságio de 45,1%;

Lote 3 (MA/PA): Taesa (TAEE11), com RAP de R$ 91,3 milhões e deságio de 47,9%;

Lote 4 (RJ): Usina Termelétrica Norte Fluminense, com RAP de R$ 18,35 milhões e deságio de 50,7%;

Lote 5 (RS): Taesa, com RAP de R$ 152,2 milhões e deságio de 34,2% e Lote 6 (SP): Consórcio Olympus, formado por Alupar (ALUP11) e Perfin, RAP de R$ 69,5 milhões e deságio de 15%.

A Cemig foi a vencedora da disputa pelo lote 1 do leilão de transmissão. O grupo ofereceu uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 16,996 milhões para construir e operar o empreendimento, o que corresponde a um deságio de 48,05% em relação ao valor máximo estabelecido no edital de R$ 32,716 milhões.

LEIA AINDA: Braskem tem recomendação e preço-alvo rebaixados

Na disputa pelo lote 1, outras cinco empresas e consórcios se habilitaram para a disputa: a Engie ofereceu lance com deságio de 19,92%, a Empresa Transmissora Agreste Potiguar S.A (ETAP) fez lance desconto de 37,03%, o Consórcio Verde, da Cymi, ofertou RAP 13,4% menor que a máxima estabelecida em edital e a Cteep ofereceu deságio de 21,45%. A Taesa se habilitou mas não apresentou lance.

O lote 1 é composto pela linha de transmissão em 230 kV Governador Valadares 6 – Verona, com 165 quilômetros (km) de extensão, entre Minas Gerais e Espírito Santo. O investimento está estimado em R$ 199,136 milhões e o prazo para a entrega do projeto é de 60 meses, com isso a entrada em operação é prevista para 30 de março de 2028. O objetivo do empreendimento é o atendimento à região norte do Estado do Espírito Santo.

ENTENDA AINDA: Conheça os relatores dos processos no STM contra Moraes

Já a A EDP Energias do Brasil venceu a disputa pelo lote 2. O grupo ofereceu uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 24,908 milhões para construir e operar o empreendimento, o que corresponde a um deságio de 45,10% em relação ao valor máximo estabelecido no edital de R$ 45,369 milhões.

Também apresentaram lances pelo lote 2 outras quatro empresas e consórcios: Eletronorte (oferta com deságio de 25,94%); Engie (-38,5%), Aridan Concessões Ltda (-17,50%) e o Consórcio Olympus XIV, que fez lance sem deságio. Taesa estava habilitada mas não fez oferta após ter garantido outros dois lotes.

SAIBA AINDA: Quem é o ministro da justiça indicado por Lula e escândalos

O lote 2 é composto pela linha de transmissão em 230 kV Porto Velho – Abunã, com 188 quilômetros (km) de extensão, em Rondônia. O investimento está estimado em R$ 279,57 milhões e o prazo para a entrega do projeto é de 60 meses, com isso a entrada em operação é prevista para 30 de março de 2028. O objetivo do empreendimento é aumentar a confiabilidade no atendimento ao Estado do Acre.

Já após 34 lances em 17 rodadas de disputa viva-voz, a Taesa venceu a disputa pelo lote 3 do leilão. A companhia ofereceu uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 91,38 milhões para construir e operar o empreendimento, o que corresponde a um deságio de 47,97% em relação ao valor máximo estabelecido no edital de R$ 175,522 milhões. Com esse lance, superou a Celeo Redes, que chegou a oferecer

desconto de 47,88%.

Um total de 11 empresas ou consórcios se habilitaram para disputar o lote 3 e oito delas efetivamente apresentaram proposta. Além de Taesa e Celeo, também apresentaram lances pelo lote 3: Cobra Brasil (com proposta com deságio de 35%), EDP (-38,52%); Engie (-40,52%); Sterlite (-25,8%); Consórcio Olympus XIV, de Alupar e Perfin, (-28,04%); Consórcio Verde, de Cymi Construções (-39,49%). Energisa, Equatorial e Eletronorte se habilitam mas não apresentaram lances.

FIQUE POR DENTRO: Sindicato dos Aeronautas comunica greve a partir do dia 19

O lote 3 é um dos maiores lotes ofertados no leilão realizado nesta sexta, com obras que exigirão investimento estimado em R$ 1,117 bilhão. É composto por ativos localizados entre o Pará e o Maranhão, como as subestações Açailândia, Santa Luzia III, Dom Eliseu II, Encruzo Novo, e as linhas de transmissão em 230 kV Encruzo Novo – Santa Luzia III, com 207 quilômetros (km) de extensão e Açailândia – Dom Eliseu II, com 71,5 km, além do trecho em 500 kV entre a subestação Santa Luzia III e a linha Açailândia – Miranda II.

O prazo para a entrega do projeto é de 60 meses, com isso a entrada em operação é prevista para 30 de março de 2028. O objetivo dos empreendimentos é o suprimento às regiões de Açailândia, Buriticupu, Vitorino Freire (MA), Dom Eliseu (PA) e a região Noroeste do Estado do Maranhão.

MAIS INFORMAÇÃO: Pedágios em SP quase 12% de reajuste contrariando promessa de Garcia

Já a Usina Termelétrica (UTE) Norte Fluminense S.A, da francesa EDF, conquistou o lote 4 do leilão. Este foi o último lote leiloado, dos seis ofertados no certame.

A geradora ofereceu uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 18,351 milhões para construir e operar o empreendimento, o que corresponde a um deságio de 50,73% em relação ao valor máximo estabelecido no edital de R$ 37,248 milhões.

Também apresentaram lances pelo lote 4 outras seis empresas e consórcios: Furnas, que ofereceu deságio de 37,58%; Engie (-42,01%); Consórcio Olympus, da Alupar, com deságio de 17,58%, Consórcio Verde, da Cymi (-29,75%); Companhia Celg De Participações (Celgpar), com deságio de -39,26% e Isa Cteep (-46,83%).

SAIBA TAMBÉM: Ministra da Cultura de Lula tem débito milionário com os cofres públicos

O lote 4 é composto pela subestação Porto do Açu e por trechos de linhas de transmissão em 345 kV entre a subestação Porto do Açu e a linha de transmissão Campos – UTE GNA I, somando 300 quilômetros de extensão. O investimento nos empreendimentos, localizados no Rio de Janeiro, são estimados em R$ 238,7 milhões, e o prazo para a entrega das obras é de 42 meses, com isso a entrada em operação é prevista para 30 de setembro de 2026. O objetivo dos empreendimentos é o atendimento ao Complexo Porto do Açu e Santo Amaro, no Rio de Janeiro.

Já a Usina Termelétrica (UTE) Norte Fluminense S.A, da francesa EDF, conquistou o lote 4 do leilão. Este foi o último lote leiloado, dos seis ofertados no certame.

VEJA AINDA: Limite de dinheiro para viagem internacional é ampliado pela Receita Federal

A geradora ofereceu uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 18,351 milhões para construir e operar o empreendimento, o que corresponde a um deságio de 50,73% em relação ao valor máximo estabelecido no edital de R$ 37,248 milhões.

Também apresentaram lances pelo lote 4 outras seis empresas e consórcios: Furnas, que ofereceu deságio de 37,58%; Engie (-42,01%); Consórcio Olympus, da Alupar, com deságio de 17,58%, Consórcio Verde, da Cymi (-29,75%); Companhia Celg De Participações (Celgpar), com deságio de -39,26% e Isa Cteep (-46,83%).

Após vencer o lote 3, a Taesa venceu a disputa pelo lote 5 do leilão. O grupo ofereceu uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 152.231 milhões para assumir o lote, o que corresponde a um deságio de 34,21% em relação ao valor máximo estabelecido no edital de R$ 231,399 milhões.

Também apresentaram lances pelo lote 5 outras quatro empresas e consórcios: Engie (deságio de 30,2%); EDP (-21%); Eletrobras CGT Eletrosul (-14,05%); Consórcio Verde, da Cymi, (-30,65%) e Consórcio Olympus, de Alupar, (-7,52%)

O lote 5 é o maior projeto ofertado no leilão desta sexta, em volume de investimento estimado, que alcança R$ 1,175 bilhão, incluindo R$ 885,9 milhões em indenizações a serem pagas à Enel Cien, atual concessionária responsável pelas instalações de Garabi I e II (de 2.200 MW), já existentes, e por linhas de transmissão de 500 kV que somam 743 quilômetros de extensão.

ENTENDA AINDA: CEO da Oi fala sobre saída de recuperação judicial

O objetivo com a nova concessão é dar continuidade à prestação do serviço público de transmissão pela vida útil remanescente dos ativos e realizar a revitalização dos sistemas de controle e de teleproteção das conversoras, que são responsáveis pela interligação internacional do sistema elétrico nacional com a Argentina. O prazo para a execução das obras previstas é de 60 meses, com isso a entrada em operação dessa revitalização é 30 de março de 2028.

O novo concessionário assumirá a responsabilidade pelo serviço prestado e pelas instalações a partir da assinatura do Contrato de Concessão, prevista para 30 de março, e terá o prazo de transição de até 12 meses para realizar todos os trâmites relacionados à transferência dos ativos.

MAIS INFORMAÇÃO: Santander eleva projeção de inflação para o Brasil até 2024 e alerta sobre Lula

Por fim, o Consórcio Olympus XIV, da Alupar Investimentos e Mercury Investiments Participações, ligado ao Perfin, conquistou o lote 6.

O grupo ofereceu uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 69,5 milhões para assumir o empreendimento, o que corresponde a um deságio de 15,05% em relação ao valor máximo estabelecido no edital de R$ 81,808 milhões. Também apresentaram lances pelo lote 6, a Cteep e o Fundo De Investimento Em Participações 175 Multiestrategia, que ofertaram lances com deságios na casa dos 5%.

VOCÊ BEM INFORMADO: Inflação na Argentina está próxima a 93% preços descontrolados

O lote 6 é composto pela subestação Centro, já existente, localizada em São Paulo. Conforme o edital, está prevista a implantação de novo serviço no empreendimento, com troca do nível de tensão de 230 para 345 kV em barramento isolado (GIS) e substituição das transformações para 345/88 kV, num investimento estimado em quase R$ 500 milhões e que tem prazo de 60 meses para ser realizado. Com isso, a entrada em operação está prevista para 30 de março de 2028.

A subestação é atualmente detida pela ISA Cteep e deve ser transferida para o vencedor do leilão. A transmissora não concordou com a relicitação e chegou a buscar alternativas em diferentes esferas para retirar o lote do leilão, mas não obteve sucesso.

O Consórcio Olympus assumirá a responsabilidade pelas instalações a partir da assinatura do contrato de concessão, prevista para 30 de março de 2023, e haverá um prazo de seis meses de transição.

Receba conteúdo exclusivo sobre os temas de seu interesse! Confirme em sua caixa de e-mail sua inscrição para não perder nada