Ministro de Lula afirma que resultado da sessão sobre Alexandre de Moraes foi “bom” e que estratégia petista agora será ampliar a rejeição ao senador
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou ao Broadcast Político, do Grupo Estado, que o adiamento da discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes foi positivo para a estratégia eleitoral do PT.
“O resultado de ontem (no STF) foi bom, o jogo agora volta ao zero. O foco (da campanha do PT) agora é desconstruir a imagem do Flávio Bolsonaro”, disse Guimarães.
A declaração foi dada em 16 de setembro, um dia depois de o STF suspender a análise do caso após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Segundo Guimarães, o adiamento não prejudicaria a campanha petista porque, até outubro, o debate eleitoral deverá voltar a se concentrar nos candidatos e em seus temas de campanha.
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Estratégia declarada pelo ministro
Guimarães afirmou que a campanha do PT pretende trabalhar para ampliar a rejeição a Flávio Bolsonaro.
A declaração estabelece, de forma explícita, uma prioridade da campanha petista para a disputa eleitoral: atuar sobre a imagem do senador e adversário de Lula na corrida presidencial.
Não existe portanto, resultado do governo Lula para apresentar, existe ataque a Flávio para tentar ganhar a eleição.
O ministro não apresentou, na entrevista, detalhes sobre quais ações ou temas serão utilizados para essa estratégia. O termo “desconstruir a imagem” foi empregado pelo próprio Guimarães ao descrever o foco da campanha.
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O que ocorreu no STF
A sessão de 15 de setembro que deveria te concluído a questão nem mesmo chegou ao julgamento do mérito, o pedido de investigação de Alexandre de Moraes por relacionamento com o escândalo do Banco Master.
A discussão começou com uma questão preliminar apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu que o pedido envolvendo Moraes fosse analisado conjuntamente com outro procedimento relacionado ao ministro André Mendonça, que o próprio Moraes criou, e nada tinha relacionado com a questão.
Durante a sessão, Flávio Dino, Gilmar Mendes e o próprio Moraes conduziram toda a questão fora do objetivo que era Moraes, o assunto Moraes nem foi discutido, e ainda sim Dino no final pediu vista, interrompendo o julgamento por até 90 dias. Com isso, a investigação sobre Moraes ficou esquecido convenientemente, podendo ser retomada posteriormente, sem nem data marcada
O resultado da sessão, portanto, não representou uma decisão de mérito sobre o pedido de investigação contra Moraes.
Guimarães também foi questionado sobre Lula e Moraes
Na mesma entrevista, o ministro evitou avaliar se a declaração de Lula em defesa de Alexandre de Moraes poderia reforçar a percepção de proximidade entre o presidente e o ministro do STF.
Em 16 de setembro, Lula afirmou que Moraes “prestou um serviço à democracia” durante a eleição de 2022 e destacou sua atuação como presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
Guimarães preferiu manter o foco no cenário eleitoral e afirmou que a campanha deverá discutir outros temas além da questão envolvendo o Supremo.
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O antecedente dos “dólares na cueca”
O nome de José Guimarães também ficou associado ao episódio conhecido como “dólares na cueca”, ocorrido em 2005.
Na ocasião, seu então assessor José Adalberto Vieira da Silva foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, carregando US$ 100 mil escondidos junto ao corpo e R$ 209 mil em uma mala.
O episódio provocou investigação sobre um possível esquema envolvendo o PT do Ceará e levou Guimarães a responder a processo por suspeita de envolvimento.
Em 2012, o Superior Tribunal de Justiça retirou Guimarães de uma ação de improbidade relacionada ao episódio alegando falta de provas de sua participação. Em 2021, a Justiça Federal reconheceu a prescrição e encerrou o processo criminal relacionado ao caso.
Enquanto os julgamentos sobre Bolsonaro ocorreram em tempo recorde, mesmo sem nenhuma prova ter sido apresentada publicamente que o encriminasse.
O ponto central da declaração
A declaração de José Guimarães coloca no registro público uma mudança de foco da campanha petista após a sessão do STF: o ministro afirma que o partido pretende concentrar esforços na imagem de Flávio Bolsonaro e na ampliação de sua rejeição.
O foco do PT deveria mostrar os resultados de Lula na segurança pública, no feminicídio, na corrupção, saúde, custo de vida e suas promessas anteriores como por exemplo em suas palavra:
O POBRE VAI VOLTAR A COMER PICANHA COM AQUELA GORDURINHA E CERVEJINHA”
Ao mesmo tempo, o julgamento relacionado a abertura de investigação a Alexandre de Moraes permanece sem decisão de mérito após o pedido de vista de Flávio Dino. E os brasileiros continuam sem respostas sobre a conduta do ministro da mais alta Corte do país que se mantém julgando outras pessoas.







