Philips, Siemens, GE e Johnson & Johnson são Investigadas por Corrupção

Philips, Siemens, GE e Johnson & Johnson são Investigadas por Corrupção. As investigações estão sendo realizadas pelo FBI as empresas são suspeitas de suposto pagamento de subornos.Tudo como parte de um esquema envolvendo a venda de equipamentos médicos no Brasil.

De acordo com autoridades a suspeita é que um “cartel” pagava propinas e cobrava preços inflacionados por equipamentos médicos. Equipamentos como máquinas de ressonância magnética e próteses.

De acordo com suspeita dos Procuradores do Ministério Público Federal as empresas investigadas devem nos últimos vinte anos ter realizado pagamentos ilegais a autoridades públicas. Entretanto, o intuito era garantir contratos na área de saúde pública no país, informou a Reuters.

Outras empresas também estão sendo investigadas, somando cerca de 20 no total. As quatro multinacionais, Philips, Siemens, GE e Johnson & Johnson somam em conjunto um valor de mercado próximo a 600 bilhões de dólares. Considerando as diversas operações anticorrupção no Brasil iniciadas nos últimos anos, elas são as maiores multinacionais envolvidas.

Parceria Brasil Estados Unidos

Autoridades brasileiras e americanas vem trabalhando em conjunto há anos, para desmantelar as operações de corrupção. Em 2016, procuradores do Brasil e dos EUA e conjunto aplicaram a maior multa com relação a compliance do mundo. A multa foi contra a construtora Odebrecht e teve o valor de 3,5 bilhões de dólares. Multa referente ao envolvimento no escândalo da Lava Jato.

Com relação as quatro gigantes o FBI não confirmou nem tão pouco negou a existência de qualquer investigação. A SEC, que também investiga alegações da FCPA, disse por email que não comentará o assunto por enquanto.

Das empresas gigantes apenas a Philips, sediada em Amsterdã, confirmou em um email que está sendo investigada no Brasil. Em seu relatório anual de 2018, a Philips reconheceu que “também recebeu indagações de certas autoridades dos EUA a respeito desta questão”.

As demais empresas envolvidas não quiseram comentar sobre o assunto à Reuters.