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segunda-feira, junho 24, 2019

O Mundo Real e Milionário do Dinheiro Virtual

O Mundo Real e Milionário do Dinheiro Virtual
O mundo do dinheiro virtual

O Mundo Real e Milionário do Dinheiro Virtual

Existem aqueles que ainda acham que esta questão de moeda virtual não existe, é uma “picaretagem”. O fato é que o mercado do dinheiro virtual esta se tornando cada vez mais robusto. Despertando cada vez mais o interesse de investidores e empresas, que também querem os lucros desta onda.

 O mercado das moedas digitais se tornou um negócio lucrativo e gigantesco, valendo mais de 35 bilhões de dólares. Mesmo enfrentando muita desconfiança do mercado, por não possuir uma regulação específica e permitir transações totalmente anônimas, a Bitcoin e as outras moedas virtuais entraram no radar dos investidores do mundo inteiro.

A realidade da moeda no Brasil

Esse tipo de inovação faz muito mais sucesso no exterior, até porque tudo normalmente demora mais para chegar e ter adeptos no Brasil. No entanto, por aqui também a onda já esta se disseminando.

É possível realizar a compra de um apartamento quitando a entrada do imóvel até o valor máximo de R$ 100 mil usando Bitcoin. A construtora Tecnisa é a primeira neste seguimento a aceitar a moeda. Ela esta trabalhando em conjunto com uma corretora de Bitcoin, a coinBR, que recebe o pagamento na moeda virtual e o repassa para a construtora.

Para incentivar o uso, a Tecnisa ainda oferece um desconto de 5% no saldo devedor para quem optar por utilizar a tecnologia. O primeiro apartamento comercializado desta forma está em fase final de venda em Curitiba no Paraná.

Com relação a regulamentação deste mercado no Brasil. O governo começou a discutir no início de julho uma possível regulamentação das moedas virtuais no país. O objetivo é dar poderes a órgãos como Banco Central e Receita Federal para fiscalizar as transações realizadas com moedas virtuais e também criar uma nova forma de arrecadação de impostos.

De acordo como deputado federal Expedito Netto (PSD-RO), relator do projeto de lei que discute a regulamentação “O objetivo é entender como uma moeda de alta volatilidade impacta na economia”, afirma . “Estamos primeiro tentando entender os aspectos desta tecnologia, para depois tomarmos uma posição a respeito da regulamentação”.

O Risco

É importante também não esquecer o risco deste tipo de moeda. O sistema de compra e venda das moedas virtuais funciona como um mercado de ações. Por meio de uma corretora. O interessado pode realizar a compra de uma unidade, um lote ou mesmo uma fração da Bitcoin. Na maior parte das vezes, o pagamento é realizado por depósito bancário ou cartão de crédito. Além da Bitcoin, há diversas outras moedas no mercado. Pegaram carona no crescimento da tecnologia utilizando estruturas semelhantes, como Ethereum, Ripple, Litecoin e Dash.

As corretoras que realizam as transações destas moedas trabalham de forma similar as corretoras de ações. Porém trabalham apenas com as moedas virtuais. As corretoras são alvos frequentes de ataques de hackers e os investimentos em segurança não são baratos.