Levantamento mostra quem pediu impeachment, quem assinou, quem defendeu investigação e quem não assumiu posição. Centrão é decisivo, enquanto 20 senadores subscrevem novo pedido contra Alexandre de Moraes, nomes de enorme peso no centro político permanecem fora da mobilização — e Davi Alcolumbre continua no centro da decisão
O escândalo envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro produziu uma situação que vai muito além das acusações dirigidas ao magistrado.
Ela colocou uma pergunta incômoda no centro do poder: o que o Senado Federal pretende fazer diante das denúncias que envolvem um ministro do Supremo, quando a própria Constituição atribui à Casa a competência para processá-lo e julgá-lo por crime de responsabilidade?
A pergunta ganha força porque a reação dos senadores está longe de ser uniforme.
Há parlamentares que passaram a defender abertamente o impeachment ou uma investigação.
Há outros que assinaram formalmente pedidos.
Há senadores que criticam Moraes, mas não lideram uma ofensiva pelo impeachment.
E existe um grupo numeroso que não assumiu publicamente uma posição sobre o afastamento.
Esse último grupo é particularmente relevante porque inclui partidos que possuem peso decisivo no Senado.
O resultado é um paradoxo: a pressão pública aumentou, o número de pedidos cresceu, documentos e mensagens relacionados ao caso vieram a público, mas a maioria política capaz de transformar essa pressão em uma decisão institucional ainda não se formou de maneira clara.
Com dezenas de senadores favoráveis ao impeachment, parlamentares de partidos da base de Lula entre os signatários e novos fatos no caso Banco Master, a questão deixou de ser apenas quem é contra ou a favor de Alexandre de Moraes: o que explica a dificuldade de transformar apoio parlamentar em ação institucional?
A crise envolvendo Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro produziu uma situação incomum no Senado.
Novos documentos e mensagens relacionados à investigação do Banco Master passaram a sustentar pedidos de esclarecimento, novas denúncias e pedidos de impeachment contra o ministro.
Ao mesmo tempo, o Senado — instituição constitucionalmente encarregada de processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade — ainda não colocou o impeachment de Moraes em votação.
O quadro, porém, é mais complexo do que a conhecida divisão entre esquerda e direita.
Há senadores do centro e centro-direita que defendem a abertura do processo. Há parlamentares da base do governo Lula que também assinaram pedidos. Há senadores que já defenderam o impeachment no passado e hoje não lideram a pressão. E há líderes partidários que preferem concentrar sua atuação em outras pautas.
No centro desse impasse está o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
A pergunta que emerge dos fatos é simples:
por que uma pressão parlamentar que já atravessou diferentes partidos ainda não se transformou em uma decisão institucional do Senado?
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O que a Constituição atribui ao Senado
A Constituição Federal estabelece que compete privativamente ao Senado Federal processar e julgar os ministros do Supremo Tribunal Federal nos crimes de responsabilidade.
A Lei nº 1.079/1950 também prevê que qualquer cidadão pode apresentar denúncia contra ministro do STF perante o Senado e define condutas que podem caracterizar crime de responsabilidade. Entre elas estão exercer atividade político-partidária, ser manifestamente negligente no cumprimento dos deveres e proceder de modo incompatível com a honra, a dignidade e o decoro do cargo.
Isso não significa que apresentar um pedido seja o mesmo que condenar um ministro.
São etapas distintas.
A condenação exige dois terços do Senado, ou 54 dos 81 senadores.
Portanto, uma coisa é perguntar se existem votos para retirar um ministro do cargo. Outra, anterior, é perguntar se uma denúncia deve ser examinada pelos mecanismos previstos para esse tipo de acusação.
Essa distinção é essencial para compreender o debate atual.
O Senado não está dividido simplesmente entre “pró” e “contra” Moraes
Levantamento publicado em 4 de setembro identificou 38 senadores favoráveis ao impeachment entre os parlamentares que haviam declarado posição, enquanto três eram contrários e 15 preferiam não se manifestar publicamente.
O levantamento também contabilizava pelo menos 66 pedidos de impeachment contra Moraes.
Esses números não representam uma votação do Senado e não podem ser tratados como 38 votos efetivos para afastamento.
Mas revelam algo politicamente relevante:
o apoio ao impeachment não está restrito a uma pequena bancada de oposição.
Há parlamentares de MDB, PSD, PP, Republicanos, PSB, PDT, PSDB, Podemos e PL entre os que já apoiaram iniciativas contra Moraes.
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Quem está pressionando pelo impeachment
Carlos Viana — PSD
Carlos Viana é atualmente um dos principais articuladores da ofensiva.
Em 1º de setembro, apresentou novo pedido de impeachment contra Moraes, mencionando suspeitas relacionadas à atuação do ministro no contexto do caso Banco Master e sua relação com Daniel Vorcaro.
No dia 4, ampliou a pressão: pediu providências envolvendo Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e apresentou uma petição ao Conselho de Ética contra Davi Alcolumbre pela falta de andamento dos pedidos.
Viana também propôs uma sessão extraordinária para discutir o caso.
Seu comportamento é diferente do simples discurso político: ele tenta utilizar os instrumentos formais do Senado para obrigar a instituição a enfrentar o tema.
Alessandro Vieira — MDB
Alessandro Vieira representa outro ponto importante.
O senador do MDB apresentou novo pedido de impeachment contra Moraes, acompanhado de outros parlamentares.
A iniciativa foi assinada por 20 senadores e incluiu nomes de diferentes partidos.
O significado político é relevante: um senador do MDB, partido central na composição do Senado, decidiu formalizar a acusação.
Damares Alves — Republicanos
Damares Alves também apresentou iniciativa própria e defendeu a renúncia de Moraes.
Seu pedido ganhou dezenas de assinaturas e reforçou a pressão sobre a Presidência do Senado.
Ela está, portanto, entre os parlamentares que não apenas comentaram o caso, mas transformaram sua posição em iniciativa parlamentar.
Esperidião Amin — PP
No PP, Esperidião Amin também defendeu a abertura de um processo.
Seu argumento ajuda a esclarecer a natureza da discussão: investigar uma denúncia não significa antecipar uma condenação.
A posição é particularmente importante porque o PP é uma das principais forças do chamado Centrão.
Cleitinho — Republicanos
Cleitinho assumiu uma postura ainda mais direta.
O senador passou a cobrar publicamente Davi Alcolumbre sobre a tramitação dos pedidos.
Quando perguntou se havia previsão para colocar o impeachment em andamento, recebeu uma resposta negativa.
É nesse ponto que a discussão começa a deixar de ser apenas ideológica e passa a envolver diretamente o funcionamento da Presidência do Senado.
Flávio Bolsonaro — PL
Flávio Bolsonaro não pertence ao Centrão.
Ele é senador pelo PL e está no campo da oposição.
Mas precisa estar no centro desta reportagem porque se tornou uma das principais vozes de pressão para que o Senado enfrente Moraes.
Em 1º de setembro, Flávio defendeu o impeachment imediato do ministro e criticou a postura do Senado.
Nos dias seguintes, aumentou as críticas a Alcolumbre e passou a acusá-lo de não permitir o avanço dos pedidos.
Em 5 de setembro, voltou a atacar a atuação conjunta de Alcolumbre e Moraes, classificando-a como uma busca por “autoproteção”.
Flávio também transformou o episódio em uma bandeira eleitoral.
Isso é importante para o leitor porque demonstra que a crise do STF já entrou definitivamente na campanha presidencial de 2026.
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Há senadores da base de Lula favoráveis ao impeachment?
Sim, nas palavras, mas sem ação comprovada até o momento. É importante separar a narrativa em véspera de eleição de ação concreta. E esse é um dos fatos que não pode faltar na matéria.
Entre os 20 signatários do novo pedido apresentado por Alessandro Vieira estão Jorge Kajuru, do PSB de Goiás, Flávio Arns, do PSB do Paraná, e Leila Barros, do PDT do Distrito Federal.
PSB e PDT integram a base de apoio do governo Lula em diferentes graus.
Flávio Arns confirmou publicamente a assinatura e afirmou que os fatos revelados poderiam caracterizar crime de responsabilidade.
Kajuru também já vinha defendendo mudanças no funcionamento do STF.
Leila Barros havia feito críticas à crise ética e institucional envolvendo as instituições e posteriormente aderiu ao pedido.
Ou seja:
não é correto dizer que todos os senadores ligados à base de Lula defendem Moraes ou são contra o impeachment.
Ao mesmo tempo, isso não significa que a esquerda como bloco tenha aderido ao impeachment, é importante entender que o processo de impeachment nada mais é do que uma investigação para apurar culpa ou inocência.
O PT, especificamente, não aparece entre os partidos que lideram essa ofensiva.
A fotografia correta é mais precisa: há senadores de partidos governistas que assinaram o pedido, mas não existe uma adesão da esquerda partidária, como bloco, ao impeachment de Moraes.
Essa distinção é fundamental.
Então por que o Centrão não se move em bloco?
Porque o Centrão não é uma bancada formal.
É uma classificação política utilizada para descrever partidos e parlamentares que ocupam o centro e a centro-direita e frequentemente negociam apoio ao governo ou à oposição conforme o tema.
Dentro desse grupo existem posições completamente diferentes.
E é justamente aí que aparece o verdadeiro problema.
Não falta necessariamente apoio individual. Falta transformar esse apoio em maioria organizada para enfrentar a Presidência do Senado e colocar o assunto na agenda institucional.
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Ciro Nogueira: um dos nomes mais importantes que não lidera a ofensiva
Ciro Nogueira, presidente nacional do PP e um dos políticos mais influentes do centro, é um caso especialmente relevante.
Quando questionado sobre o assunto, o senador indicou que sua prioridade estava concentrada na eleição do Piauí.
Isso não permite concluir que Ciro seja favorável a Moraes.
Mas demonstra que o impeachment não foi transformado por ele em prioridade política.
Há ainda um segundo elemento que o leitor precisa conhecer.
Ciro é citado em investigações e reportagens relacionadas ao caso Banco Master.
Ele foi alvo de uma fase da Operação Compliance Zero e passou a ser investigado pela Polícia Federal no contexto das relações entre Vorcaro e agentes políticos.
Reportagens também divulgaram informações sobre contatos entre Ciro e Vorcaro e sobre medidas legislativas de interesse do banco.
Ciro nega irregularidades e qualquer participação ilícita.
Portanto, esses fatos devem ser tratados como investigação e alegações, não como condenação.
Mas, jornalisticamente, a existência dessas citações torna sua postura diante de uma crise envolvendo Vorcaro um elemento que o leitor tem direito de conhecer.
Não significa que exista uma relação causal entre sua posição política e as investigações.
Significa apenas que seu nome aparece nos dois lados da história e isso deve ser informado.
Omar Aziz: prioridade na agenda legislativa
Omar Aziz, do PSD do Amazonas, representa outro comportamento.
O senador defendeu que a crise envolvendo o STF não deveria impedir o Congresso de continuar trabalhando em sua agenda legislativa.
Sua postura não pode ser automaticamente classificada como defesa de Moraes.
Mas, na prática, significa que o impeachment não ocupa o centro de sua atuação parlamentar neste momento.
Isso ajuda a explicar por que existe diferença entre ser favorável a determinadas críticas ao STF e assumir o custo político de liderar um processo contra um ministro.
O bloco que não pode ser escondido: senadores citados no caso Master
A crise ficou ainda mais complexa porque o caso Banco Master não envolve apenas Moraes.
O nome de diferentes políticos apareceu em reportagens e investigações relacionadas a Daniel Vorcaro.
É preciso, porém, estabelecer uma regra jornalística clara:
ser citado em uma reportagem, em uma mensagem ou em uma investigação não significa ser culpado.
O leitor precisa saber exatamente qual é a situação de cada pessoa.
Ciro Nogueira
É um dos casos mais relevantes.
O senador foi alvo de investigação da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero e teve seu nome relacionado a relações políticas e financeiras com Vorcaro.
Ciro nega irregularidades.
Jaques Wagner
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, do PT da Bahia, também aparece em investigações da PF relacionadas ao escândalo do Banco Master sobre contatos e tratativas envolvendo Vorcaro.
As informações divulgadas apontam para conversas e relações políticas e financeiras relacionadas a temas legislativos.
Isso não equivale a acusação criminal ou condenação.
A existência de relações políticas ou contatos com um empresário investigado também não demonstra, por si só, prática ilícita.
Mas, por se tratar do líder do governo no Senado, o fato é politicamente relevante e deve ser considerado ao analisar a postura da base governista diante do caso.
Outros nomes
O escândalo também alcançou políticos de diferentes campos ideológicos. Inclusive o presidente do Senado Davi Alcolumbre.
Essa é uma das características mais importantes do caso Master.
A rede de relações atribuída a Vorcaro não respeita a divisão tradicional entre esquerda e direita.
Há nomes associados ao centro, à direita e à base governista mencionados em reportagens ou investigações.
Isso torna ainda mais frágil qualquer tentativa de explicar o comportamento do Senado apenas como uma disputa entre bolsonaristas e lulistas.
O que existe é uma rede política muito mais ampla.
E cada caso precisa ser individualizado.
O fator eleitoral: 2026 muda completamente os incentivos
Existe outro elemento decisivo: a eleição para o Senado acontece agora.
Em 4 de outubro, dois terços das cadeiras do Senado serão disputados.
São 54 das 81 vagas.
O Senado informa que 32 senadores estão tentando a reeleição neste ciclo. Outros parlamentares que encerram mandato podem disputar outros cargos, deixar a vida parlamentar ou simplesmente não concorrer novamente.
Isso cria dois grupos politicamente diferentes.
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Quem está tentando voltar ao Senado
Para os senadores que disputam a reeleição, qualquer decisão sobre Moraes possui impacto eleitoral imediato.
Assumir uma posição favorável ao impeachment pode agradar um eleitorado que deseja maior controle sobre o STF.
Mas também pode significar confronto com aliados, partidos, governo, Supremo e setores econômicos.
Não se posicionar também tem custo.
O eleitor pode perguntar:
“O que você fez quando o Senado recebeu novos pedidos de impeachment?”
Quem não precisa disputar a cadeira agora
Há outro grupo: senadores que têm mandato até 2031.
Esses parlamentares não precisam colocar sua cadeira em jogo em outubro.
Em tese, possuem maior liberdade para assumir posições controversas sem enfrentar imediatamente uma eleição para o Senado.
Isso torna a comparação entre comportamentos ainda mais interessante.
Se dois senadores pertencem a partidos semelhantes, mas um está em campanha pela reeleição e outro possui mais quatro anos de mandato, os incentivos políticos são diferentes.
Por isso, a eleição não explica tudo, mas ajuda a explicar parte do silêncio.
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E existe um detalhe ainda mais importante: 54 cadeiras serão renovadas
A eleição de 2026 não é apenas mais uma eleição parlamentar.
O resultado pode alterar completamente a composição do Senado.
O PL, por exemplo, disputa uma grande quantidade de vagas e trabalha para ampliar sua bancada.
O PSD de Ronaldo Caiado e Kassab tem a maior bancada no Senado atualmente e acaba decidindo votações, poderia ajudar a decidir esta do impeachment atualmente, mas está siencioso, e briga para manter maioria no Senado.
A direita enxerga a eleição como uma oportunidade de formar uma maioria capaz de enfrentar ministros do STF.
O PT e seus aliados também disputam as mesmas cadeiras para impedir uma mudança de correlação de forças.
Por isso, a crise Moraes-Vorcaro não acontece fora da eleição.
Ela acontece dentro dela.
Cada declaração de um senador pode ser interpretada pelo eleitor como um posicionamento sobre o futuro equilíbrio de poder entre Congresso e Supremo.
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Nelsinho Trad: uma posição anterior que merece ser lembrada
O caso de Nelsinho Trad (PSD-MS) é ainda mais interessante.
Em 2025, o senador havia declarado apoio ao impeachment de Moraes, afirmando que abusos de autoridade repetidos poderiam produzir desconfiança nas instituições.
Em levantamento realizado neste ano, porém, sua assessoria foi procurada novamente e não respondeu até a publicação.
Isso mostra como o posicionamento político pode mudar de intensidade conforme o momento.
E levanta uma pergunta legítima:
se um senador já defendeu o impeachment anteriormente, por que não aparece agora entre os protagonistas da nova mobilização?
A reportagem não precisa responder por ele.
O fato de a pergunta existir já é jornalisticamente relevante.
Jayme Campos: um exemplo de como assinatura e ação política podem seguir caminhos diferentes
Outro caso que merece atenção é o de Jayme Campos (União-MT).
Durante a crise de 2025, Campos estava entre os signatários de um pedido de impeachment de Moraes, mas, ao mesmo tempo, respaldou Alcolumbre durante o conflito entre o presidente do Senado e a oposição.
Esse episódio ajuda a compreender a lógica do Senado.
Assinar um pedido não significa necessariamente liderar uma ruptura com a presidência da Casa.
É possível defender formalmente uma medida e, simultaneamente, preservar a relação política com quem controla a agenda legislativa.
Essa característica ajuda a explicar por que o número de assinaturas, sozinho, não produz necessariamente um processo.
Davi Alcolumbre é o ponto de estrangulamento político
No centro de toda essa equação está Davi Alcolumbre (União-AP).
O presidente do Senado afirmou que existem 109 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo, sendo 66 relacionados a Moraes, segundo o levantamento divulgado pela Gazeta do Povo. O próprio Alcolumbre reconheceu que esse volume “não é normal”.
Mas reconhecer a existência dos pedidos não significa colocá-los em andamento.
Em 1º de setembro, quando questionado sobre as novas informações relacionadas a Moraes e Vorcaro, Alcolumbre afirmou que não havia visto nada que alterasse sua posição.
E, segundo a Folha, aliados do presidente do Senado afirmavam que não havia mudança de postura em relação ao impeachment.
É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas partidária.
O presidente do Senado é a autoridade política diretamente relacionada ao andamento dos pedidos.
Por isso, a pergunta dirigida a Alcolumbre é diferente daquela feita aos demais senadores:
quando o Senado pretende efetivamente enfrentar o assunto?
Listas de senadores que podem agir e se manisfetar







Relatório retira do Senado Federal em 05/09/2026. O Portal está aberto para qualquer senador que queira manifestar sua opinião ou mudança da mesma.


