Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil adotam postura mais seletiva, priorizam garantias e clientes de maior renda e sinalizam que a capacidade de endividamento das famílias começa a impor limites ao ciclo de crédito
O crédito continua crescendo. Mas os bancos já não querem qualquer cliente
Os maiores bancos do Brasil estão mudando o perfil do crédito que concedem. Mesmo depois de o governo Lula garantir com mecanismos do dinheiro público diversos programas para conceder impréstimo.
A mensagem que emergiu dos balanços do segundo trimestre de 2026 foi praticamente a mesma entre Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Santander Brasil (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3): há menos disposição para assumir risco com clientes de menor renda e em modalidades sem garantia.
Não significa que os bancos estejam fechando completamente a torneira do crédito.
O movimento é mais sofisticado — e, para a economia, potencialmente mais importante.
As instituições estão tentando continuar crescendo, mas concentrando o crescimento em operações com garantias, consignado e consumidores considerados mais capazes de absorver novas dívidas.
A mudança ocorre em um momento peculiar: o mercado de trabalho continua relativamente forte e a atividade econômica vem mostrando resiliência, mas as famílias carregam um nível elevado de endividamento.
É justamente essa combinação que acendeu o sinal amarelo.
Segundo dados do Banco Central, o endividamento das famílias chegou a 49,8% da renda disponível em março, apenas 0,1 ponto percentual abaixo do recorde histórico registrado em julho de 2022. O comprometimento da renda com o serviço da dívida estava em 29,3%, após atingir 29,6% no mês anterior.
Para os bancos, portanto, a pergunta deixou de ser apenas quanto crédito o consumidor quer contratar. Passou a ser quanto crédito adicional ele ainda consegue suportar.
O recado dos quatro maiores bancos
A temporada de balanços deixou uma fotografia bastante clara da mudança de comportamento.
O Itaú passou a enfatizar operações com garantia diante da avaliação de que o volume de crédito distribuído no mercado ficou elevado em relação à capacidade de absorção das famílias.
O Bradesco também reduziu seu apetite pelo cliente de menor renda e destacou uma carteira atualmente mais protegida por garantias.
No Santander, a estratégia ficou ainda mais explícita: o banco indicou menor disposição para competir por clientes com renda mensal abaixo de R$ 4 mil e afirmou que, acima dessa faixa, pretende privilegiar operações com algum tipo de garantia.
O Banco do Brasil, por sua vez, vem direcionando o crescimento para linhas como o consignado, modalidade que oferece maior previsibilidade de pagamento.
O resultado é uma mudança importante na composição do crédito brasileiro:
menos risco sem garantia e mais crédito respaldado por renda, desconto em folha ou algum ativo.
Por que os bancos estão ficando mais seletivos?
Há uma combinação de fatores.
De um lado, a expansão das fintechs e a digitalização dos serviços financeiros ampliaram significativamente o acesso ao crédito.
De outro, a popularização do cartão, do crédito pessoal e de outras modalidades sem garantia permitiu que famílias com menor acesso histórico ao sistema financeiro passassem a antecipar consumo por meio de dívida.
Esse processo foi importante para ampliar a inclusão financeira.
Mas também criou uma nova vulnerabilidade.
O próprio Banco Central observa que a inclusão bancária, as inovações tecnológicas e as condições favoráveis do mercado de trabalho contribuíram para elevar o acesso das famílias ao crédito. Ao mesmo tempo, o aumento do custo do crédito e a expansão da demanda por crédito emergencial, normalmente mais caro, elevaram o comprometimento da renda.
É nesse ponto que a estratégia dos grandes bancos começa a mudar.
Eles não querem descobrir o limite da capacidade de pagamento das famílias depois que a inadimplência já explodiu.
Preferem descobrir antes.
Governo Lula as vésperas da eleição cria novas portas para empréstimos enquanto bancos ficam mais seletivos
Há uma contradição importante no atual ciclo de crédito brasileiro.
Enquanto o governo federal vem criando e ampliando programas destinados a colocar dinheiro emprestado na economia, os maiores bancos do país, inclusive um estatal, estão sinalizando justamente o movimento contrário: mais seletividade na hora de escolher quem receberá o crédito.
Um dos exemplos mais recentes é o Move Aplicativos, lançado pelo governo em maio, com previsão de R$ 30 bilhões em crédito para a renovação da frota de motoristas de aplicativo e taxistas.
A política foi desenhada para ampliar o acesso desses trabalhadores ao financiamento, com condições específicas para a compra de veículos. Mas há um detalhe fundamental: o governo Lula cria as condições do programa, mas não elimina a análise de risco do banco.
O motorista pode procurar uma instituição financeira credenciada, mas o banco continua responsável por analisar a capacidade de pagamento e decidir se aprova ou não a operação.
É justamente aí que aparece o paradoxo.
De um lado, Brasília tenta ampliar o crédito direcionado para trabalhadores e pequenos empreendimentos, mas fica só na notícia e no marketing. De outro, os maiores bancos estão dizendo que precisam reduzir a exposição aos tomadores de maior risco.
Não se trata, portanto, de afirmar que os bancos estejam “boicotando” os programas do governo Lula.
A questão é mais estrutural: uma política pública pode criar uma linha de crédito, reduzir determinadas barreiras e oferecer condições especiais, mas não consegue transformar automaticamente um tomador de maior risco em um tomador de baixo risco. O governo Lula precisa melhorar a economia, a capacidade do brasileiro de comprar e pagar, o poder de compra, e não apenas criar programas de empréstimo que não são sustentáveis, e ampliam o risco.
O governo Lula pode estimular. O banco precisa confiar.
Esse limite é importante para entender o atual ciclo.
Programas como o Crédito do Trabalhador, por exemplo, ampliaram as possibilidades de financiamento para trabalhadores formais, inclusive com participação de dezenas de instituições habilitadas.
Mas a expansão de uma política de crédito não significa que todo trabalhador terá acesso ao mesmo valor, à mesma taxa ou às mesmas condições.
O banco continua olhando para renda, histórico de pagamento, comprometimento financeiro e risco da operação.
E os balanços do segundo trimestre mostram que esse filtro está ficando mais rigoroso.
Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil estão dizendo, em diferentes graus, que preferem garantias, consignado e clientes com maior capacidade financeira.
Isso cria uma pergunta que o mercado ainda precisará responder:
até que ponto políticas públicas de expansão do crédito conseguem produzir novas concessões quando os próprios bancos estão reduzindo seu apetite por risco?
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A diferença entre oferecer crédito e conseguir crédito
Essa distinção pode se tornar uma das mais importantes da economia brasileira nos próximos trimestres.
O governo pode anunciar uma linha de R$ 10 bilhões, R$ 20 bilhões ou R$ 30 bilhões.
Mas o dinheiro só chega efetivamente à economia quando o trabalhador consegue passar pela análise de crédito, contratar a operação e pagar as parcelas.
É por isso que os indicadores de concessão efetiva, inadimplência e qualidade das novas carteiras serão mais importantes do que simplesmente o tamanho anunciado dos programas.
No caso dos motoristas de aplicativo e taxistas, por exemplo, o programa federal pode aumentar a oferta potencial de financiamento, mas a decisão final continua dependendo da instituição financeira.
E o comportamento dos bancões mostra que essa decisão está passando por um filtro cada vez mais rigoroso.
O governo pode abrir a porta do crédito. Mas, se os bancos entenderem que o risco da economia aumentou, podem estreitar a passagem.
Esse é o verdadeiro conflito econômico por trás da atual temporada de balanços.
O paradoxo que preocupa o mercado
O cenário atual tem uma característica diferente de outros ciclos de deterioração do crédito.
A pressão sobre as famílias não está acontecendo em meio a um colapso do emprego.
O mercado de trabalho continua sustentando a renda e ajudando a manter o consumo.
Mas isso não significa que o consumidor esteja confortável.
Uma família pode estar empregada, receber salário e ainda assim ter pouco espaço financeiro porque uma parcela elevada da renda já está comprometida com dívidas.
É essa diferença que explica a cautela dos bancos.
Emprego forte reduz o risco de uma deterioração abrupta. Mas não elimina o risco de saturação financeira.
E, se o crescimento econômico desacelerar, o problema pode se tornar mais evidente.
O Banco do Brasil mostra onde está a pressão
O caso do Banco do Brasil é especialmente importante porque demonstra que crescimento de carteira não significa necessariamente melhora da qualidade do crédito.
No segundo trimestre, a carteira de crédito expandida do BB superou R$ 1,3 trilhão, enquanto o lucro líquido ajustado ficou em R$ 3,9 bilhões, alta de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025.
Mas a fotografia interna é mais complexa.
A inadimplência acima de 90 dias ficou em 5,61%, enquanto a inadimplência de pessoas físicas chegou a 8,41%, pressionada principalmente pelo cartão de crédito. No agronegócio, outro foco de preocupação, o índice alcançou 6,27%.
Isso ajuda a explicar por que o banco busca linhas de menor risco para sustentar o crescimento.
O consignado, por exemplo, ganhou espaço. O consignado CLT chegou a R$ 15,7 bilhões no segundo trimestre.
A lógica é clara:
se o banco ainda quer expandir a carteira, precisa fazê-lo sem aumentar na mesma proporção o risco de inadimplência.
Santander já mostra o custo da deterioração
Os números do Santander também ajudam a entender o movimento.
A carteira de crédito ampliada chegou a R$ 714,8 bilhões no segundo trimestre, crescimento de 5,8% em 12 meses. Mas o lucro líquido gerencial caiu 17,6%, para R$ 3,01 bilhões, enquanto as despesas com provisões para devedores duvidosos aumentaram 11,5% em um ano.
A inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,3%, mas chegou a 5,1% entre pessoas físicas.
O próprio banco citou juros elevados e o elevado endividamento das famílias como fatores que pressionam especialmente o segmento de massa.
É um retrato importante do momento.
O crédito ainda cresce, mas o custo de carregar risco também cresce.
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E isso muda o jogo para quem ganha menos
A consequência mais imediata da nova estratégia será sentida justamente pelo consumidor que mais depende do crédito sem garantia.
Quem estiver nessa faixa pode encontrar:
- limites menores no cartão;
- maior dificuldade para obter empréstimo pessoal;
- taxas mais elevadas;
- maior exigência de garantias;
- análises de crédito mais rigorosas;
- preferência dos bancos pelo consignado;
- menor disposição para refinanciar dívidas;
- maior diferença de condições entre clientes de renda alta e baixa.
Na prática, o sistema financeiro pode caminhar para uma espécie de “crédito em duas velocidades”.
Para clientes considerados de menor risco, continuam existindo ofertas e competição.
Para os tomadores mais frágeis, a oferta tende a ser mais cara, menor e mais condicionada a garantias.
O efeito que pode chegar ao comércio
É aqui que o assunto deixa de ser exclusivamente bancário.
O crédito é um dos mecanismos que sustentam o consumo brasileiro.
Cartão, financiamento e empréstimo pessoal permitem que famílias antecipem compras que não seriam possíveis apenas com a renda corrente.
Quando os bancos ficam mais seletivos, essa capacidade diminui.
O efeito pode aparecer primeiro em segmentos dependentes de financiamento e, posteriormente, no comércio e nos serviços.
Isso cria um paradoxo.
A cautela dos bancos pode proteger o sistema financeiro de uma deterioração futura, mas também pode retirar combustível do consumo.
Se o crédito crescer menos, a economia poderá perder uma fonte de sustentação justamente quando o mercado começar a desacelerar.
O alerta histórico: o crédito pode amplificar a desaceleração
O Brasil já passou por ciclos em que a expansão acelerada do crédito foi seguida por aumento do endividamento e posterior enfraquecimento do consumo.
A diferença agora é que os bancos parecem estar tentando agir antes.
Essa antecipação pode ser positiva para a estabilidade financeira.
Quanto mais cedo uma instituição reduz a exposição a clientes de maior risco, menor tende a ser a necessidade de reconhecer perdas posteriormente.
Mas existe um segundo lado.
Se todos os grandes bancos adotarem simultaneamente uma postura mais defensiva, o efeito agregado sobre a economia pode ser relevante.
O que é prudência para cada banco, individualmente, pode significar desaceleração do crédito para o sistema como um todo.
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Nubank representa o contraponto
O Nubank (ROXO34) ajuda a mostrar como essa mudança pode criar estratégias diferentes dentro do sistema financeiro.
O banco possui exposição relevante a produtos sem garantia e apresentou, no segundo trimestre, aumento do índice de empréstimos com atraso superior a 90 dias para 6,9%, ante 6,5% no trimestre anterior e no mesmo período de 2025.
Ainda assim, a instituição apresentou forte crescimento de lucro e afirmou não observar uma deterioração disseminada do consumidor.
A diferença de estratégia é importante.
Enquanto os bancões tradicionais estão aumentando a seletividade e buscando maior proteção por meio de garantias, instituições digitais podem continuar disputando segmentos de maior risco — desde que consigam precificar esse risco adequadamente.
O próximo ciclo poderá, portanto, produzir uma divisão ainda maior entre instituições que priorizam qualidade da carteira e aquelas dispostas a assumir mais risco para ganhar participação de mercado.
O que isso significa para ITUB4, BBDC4, SANB11 e BBAS3?
Para o investidor, a mudança não deve ser interpretada simplesmente como positiva ou negativa.
Itaú (ITUB4)
Uma postura mais seletiva pode favorecer a qualidade futura da carteira e reduzir perdas, principalmente se a economia desacelerar.
O ponto de atenção será saber se a menor exposição ao risco conseguirá preservar crescimento e rentabilidade.
Bradesco (BBDC4)
A maior seletividade pode ser importante para a recuperação da qualidade dos ativos.
O desafio é equilibrar essa estratégia com a necessidade de voltar a ganhar participação e melhorar resultados.
Santander Brasil (SANB11)
O banco já mostrou pressão maior sobre provisões e inadimplência. A redução da exposição ao segmento de menor renda pode ajudar a conter perdas futuras, mas também pode limitar o crescimento de algumas linhas.
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Banco do Brasil (BBAS3)
O caso é mais complexo.
Além da carteira de pessoas físicas, o investidor precisa acompanhar a inadimplência do agronegócio, as provisões e os efeitos das renegociações.
O lucro do segundo trimestre foi positivo, mas o mercado reagiu negativamente ao balanço justamente pelas preocupações com a qualidade do crédito.
Para BBAS3, portanto, acompanhar apenas o lucro é insuficiente. A qualidade da carteira será tão importante quanto o resultado final.
O que o brasileiro deve acompanhar daqui para frente
A temporada de balanços terminou, mas o verdadeiro teste começa agora.
Os indicadores que podem confirmar ou negar o alerta dos bancos são:
1. Inadimplência das pessoas físicas
Especialmente cartão e crédito pessoal.
2. Comprometimento de renda
O indicador mostra quanto da renda está sendo consumido pelo serviço das dívidas.
3. Crescimento do crédito livre
Uma desaceleração forte pode indicar que a cautela deixou de ser apenas seletiva.
4. Provisões dos bancos
Aumento persistente da PDD pode indicar deterioração da qualidade da carteira.
5. Consignado
O avanço dessa modalidade mostra até que ponto os bancos conseguem substituir crédito sem garantia por operações mais protegidas.
6. Mercado de trabalho
Emprego e renda serão fundamentais para determinar se o endividamento continuará administrável.
7. Consumo das famílias
É onde uma eventual redução da oferta de crédito pode aparecer na economia real.
O verdadeiro alerta está no comportamento dos bancos
A história mais importante da temporada de balanços dos bancos não está apenas nos lucros.
Está no comportamento.
Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil continuam emprestando dinheiro. Mas estão mudando para quem, como e em quais condições emprestam.
Isso revela uma percepção comum: o ciclo de expansão baseado em crédito fácil para consumidores mais alavancados ficou mais arriscado.
O Banco Central confirma que as famílias continuam altamente endividadas: 49,8% da renda disponível, enquanto o comprometimento com o serviço da dívida está em 29,3%.
Ao mesmo tempo, a inadimplência do crédito às pessoas físicas no sistema financeiro chegou a 5,4% em maio, alta de 1,3 ponto percentual em 12 meses. No crédito livre para pessoas físicas, alcançou 7,2%.
Os números ainda não configuram, por si só, uma crise sistêmica.
Mas explicam por que os bancos estão se antecipando.
Nossa leitura Investidores Brasil
O movimento dos bancões não deve ser tratado como um simples ajuste comercial. É um sinal sobre o estágio do ciclo de crédito brasileiro.
Quando as maiores instituições passam simultaneamente a buscar clientes de maior renda, exigir garantias e reduzir o apetite por tomadores mais arriscados, o mercado precisa prestar atenção.
A questão não é se o crédito vai acabar.
A questão é quem ainda terá acesso a ele — e a que preço.
Se emprego e renda permanecerem fortes, a seletividade pode funcionar como uma correção saudável, permitindo que os bancos reduzam riscos sem provocar uma contração relevante da economia.
Mas, se a atividade perder força antes que as famílias consigam reduzir seu endividamento, o mesmo movimento pode se transformar em um freio adicional ao consumo.
É por isso que o comportamento dos bancos merece ser acompanhado como um indicador antecedente da economia brasileira.
Os bancões estão fechando a torneira para os mais arriscados.
Agora o mercado precisa descobrir se eles estão apenas sendo prudentes — ou se estão enxergando antes de todo mundo o limite de um ciclo de endividamento que sustentou boa parte do consumo brasileiro nos últimos anos.
Números-chave
49,8% — endividamento das famílias em relação à renda disponível.
29,3% — comprometimento da renda das famílias com o serviço da dívida.
5,4% — inadimplência do crédito às pessoas físicas no Sistema Financeiro Nacional em maio.
7,2% — inadimplência do crédito livre para pessoas físicas.
R$ 1,3 trilhão — carteira de crédito expandida do Banco do Brasil no 2T26.
R$ 714,8 bilhões — carteira de crédito ampliada do Santander Brasil no 2T26.
R$ 4 mil — faixa de renda citada pelo Santander como referência para sua maior seletividade.
6,9% — atraso superior a 90 dias na carteira de empréstimos do Nubank no 2T26.
Fonte de dados: Banco Central do Brasil e divulgações de resultados do 2T26 das instituições.



